sexta-feira, 17 de outubro de 2014
domingo, 10 de agosto de 2014
MOTO CONTINUO: ARROCHO DA ECONOMIA, GASTOS PÚBLICOS, CORTE DE SALÁRIOS... *
O capitalismo com
as suas contradições modernas e pós-modernas, que coexistem paralelamente, vem
enfrentando uma agonia que poucos estudiosos de cenários podem arriscar alguma
opinião.
Também não tenho
pretensão de pensar em cenários, mas as últimas greves dos trabalhadores da
indústria , agora pululando aqui e no primeiro mundo, ensejam mais um momento
para reflexão.
Reivindicando melhores salários e melhores condições de
trabalho nada há de tão elementar e justo nesses pedidos.
Vejam como o
capitalismo é ingrato. Nos anos 80 a desculpa era que a indústria não reagia
devido a falta de incentivos de governos ao norte e ao sul do Equador.
Imersos em crises
fiscais, os países não ofereciam estrutura adequada a implantação de parques
automobilísticos.
A tecnologia
acelerou processos de automação, os empresários donos das montadoras começaram
a migrar suas empresas para outros territórios, em face de arranjos econômicos
nos países em desenvolvimento.
Bem intencionados?
Claro que não. A migração dessas indústrias ocorreu em busca de mão de obra
barata e diminuição de custos. As isenções concedidas na verdade funcionam como
um financiamento disfarçado com o dinheiro do contribuinte, que por incrível
que pareça paga mais imposto, mesmo com salários congelados, pois aumento
salarial para trabalhadores é visto como aumento de custos, só isso.
A balela do
discurso neoliberal de criação de mais empregos é uma desconsideração à
inteligência do trabalhador.
Criam-se empregos
de salários baixos em condições até de trabalho escravo. Escravo sim porque
começam a ser inseridas no bojo do processo produtivo as famosas
terceirizações, que por sua vez utilizam imigrantes desqualificados, que
trabalham em troca de comida, de moradia...
E trabalho mal
remunerado é ótimo para quem produz a baixo custo.
A solução para
isso seria de imediato uma postura de atitudes antiexploração. Ao invés de
greve, o trabalhador poderia pensar em largar o papel de alimentador desse
sistema injusto.
Há pouco tempo,
aqui no Brasil, a mídia divulgou, por exemplo, que uma empresa aérea estava
cortando empregos em face do prejuízo acumulado.
Alguns meses
depois, tal empresa anunciou um grande investimento comprando muitas aeronaves.
Onde estaria o prejuízo alarmado anteriormente? Mas os trabalhadores,
alimentadores também de tal sistema injusto, não tem perspectiva de aumento salarial
e a contratação dos demitidos também deve estar fora de cogitação. O velho
exército de reserva, previsto pelos economistas, fica valendo. Então como uma
ciranda, contratam-se novos trabalhadores com menores salários e por ai
continua o ciclo.
Por enquanto, corte de custos só com trabalhadores, mas se sutilmente
estiverem incluindo também cortes nos custos de manutenção das aeronaves? Quem
controla isso?
Você, leitor, que
talvez estivesse nascendo em 1980, não viu o estrago que Thatcher fez no Reino
Unido em nome da privatização neoliberal.
E quem presenciou
talvez não se lembre que Alan Budd, conselheiro de Margareth Thatcher, admitiu
que "as políticas dos anos de 1980 de ataque à inflação com o arrocho da
economia e gastos públicos foram um disfarce para esmagar os trabalhadores, e
assim criar um exército industrial de reserva" (HARVEY, David. O Enigma do
Capital, 2012, p.21, editempo editorial).
Infelizmente, o
trabalhador novato, ávido por colocação no mercado, acredita na mensagem do
CEO, que sempre é mais velho, de que o problema é a folha de salário dos mais
velhos e experientes. Então como prostitutas, esses velhos e experientes são
trocados por mais novos, que vão fazer o mesmo serviço, ou talvez até mais, por
menos, ou seja, reinicia-se um novo ciclo, onde os novos de hoje serão os
velhos e experientes de amanhã, que serão trocados...
E, pasmem, essa
visão vem sendo implantada no serviço público aqui no Brasil, criando
inconscientemente antagonismo entre os novos e antigos trabalhadores, quando o
problema não enfrentado é a desvalorização da boa prestação de serviços, onde
se aposta na desunião da classe e sucateamento da máquina administrativa.
Sobre a
intersecção entre Trabalho e Prostituição tratarei numa próxima resenha.
Boanerges
Cezário
Blogueiro,
Estudante de Geografia
UFRN
domingo, 3 de agosto de 2014
Como Fazer Artigo Cientifico, Tcc, Monografia de Pos, Dissertacao e Tese
http://ultimosegundo.ig.com.br/educacao/2014-06-19/saiba-como-fazer-artigo-cientifico-tcc-monografia-de-pos-dissertacao-e-tese.html
terça-feira, 15 de abril de 2014
UTILITARISMO PETISTA
Boanerges
Cezário*
As dúvidas que pululam na cabeça dos
petistas atuais são partes de um processo que se comparado a existência de um
ser humano são perfeitamente
explicáveis.
O quer perturba mais o pensamento
PTiano (ou petista) é que em cada fase da existência o indivíduo passa degrau a
degrau para chegar a maturidade.
Antes da maturidade, vem a
amamentação com cuidados médicos e maternos. Esse período foi o início dos anos
80, depois de várias lutas históricas, vários movimentos grevistas, liderados
pelo ex-Presidente Lula e outas figuras que gravitam em torno do bloco do
poder, governista ou quase.
A adolescência, marcada pela
rebeldia, foi construída nos anos 90,
onde o PT iniciava o caminho, que longo caminho, ao poder.
Tudo conspirou para que o PT
chegasse ao poder com Lula em 2002.
Se vivo fosse, Comte poderia
comparar esses três momento com as leis do três estados.
(...)
quarta-feira, 26 de março de 2014
O NOVO SEMPRE VEM?
OLIGARQUIAS
POTIGUARES: O NOVO SEMPRE VEM?
Boanerges
Cezário*
Abrindo
o Dicionário Didático do Ensino Fundamental aleatoriamente, deparei-me com o
vocábulo OLIGARQUIA.
Ali
está consignado que se trata de “ 1 um sistema de governo em que um pequeno
grupo de pessoas, pertencentes ao mesmo partido, família ou classe, possui o
domínio cultural, social e político de um lugar, geralmente apenas visando os
benefícios próprios. 2 Estado que tem esse sistema de governo 3 Grupo
minoritário de pessoas que dirige e controla uma organização, instituição ou
coletividade, geralmente apenas visando os benefícios próprios.”
No
Blog do Professor Marcílio Moreira (http://marciliomoreira.blogspot.com/2011/04/oligarquias-no-rn-pode-ate-mudar-um.html) há uma opinião do também professor
José Lacerda Alves Felipe, que diz:
“as oligarquias do
estado dão apenas um “verniz” ao velho modelo de fazer política. “No Rio Grande
do Norte, as oligarquias fazem um processo de modernização e renovação sem
promover mudanças. A renovação é feita por familiares, o que faz com que as
famílias se mantenham no poder. Há uma renovação do quadro político, mas não há
mudança”, diz o geógrafo. “O grupo oligárquico permanece, com pessoas mais
abertas, o que dá impressão de transformação, mas ela não ocorre”, acrescenta.
Assim, nós eleitores das plagas norteriograndenses estamos sempre pensando que podemos mudar o estado de coisas para melhor. Ledo engano.
Assim, nós eleitores das plagas norteriograndenses estamos sempre pensando que podemos mudar o estado de coisas para melhor. Ledo engano.
O eleitor potiguar, que não é diferente da média nacional em
matéria eleitoral, costuma votar sem saber o porquê daquele candidato querer
ser eleito, os reais interesses do novo, os reais propósitos de políticos que
se propõem à realização de mudanças.
Fantasiados de salvadores da pátria, os descendentes se apresentam
como a solução para todas as mazelas do Estado.
Não é necessário citar nomes, basta ler as colunas políticas, para
a próxima campanha municipal, ou estadual, para ver nos candidatos a candidatos
como seus sobrenomes lembram algum avô, pai, tio, irmão, sobrinho e por ai vai.
Eles têm culpa no cartório? Não, claro que não. Os eleitores é que
se inebriam com mensagens de mudança. Alguns (os espertalhões) votam porque
querem auferir alguma vantagem sobre as combalidas contas de governo,
alimentadoras de pseudo-empresários. Esses, enriquecem nas licitações
fraudulentas e gostam de se vangloriar dizendo que são “empresários”, que “não
suportam servidores públicos”, ou seja, pensam que são empreendedores da
iniciativa privada, quando na verdade não passam de bibelôs, piores que os
barnabés de carreira, pois quando muda a família instalada no poder,
curiosamente tais empresas fecham e seus donos também somem do meio
empresarial.
Em casos de greve de professores, por exemplo, os governadores,
prefeitos e outros parecidos não se comovem muito com um professor ganhando
pouco, com as condições precárias das escolas. E faz sentido, porque na verdade
essa elite estudou nos melhores colégios daqui, de Recife, do Rio, de Brasília,
então para que se preocupar com isso? -Alguém
já viu os filhos dessas autoridades estudando em colégios públicos estaduais ou
municipais?
Em relação à saúde do cidadão, também não se preocupam esses
tradicionais políticos, pois quando necessitam vão a São Paulo, Rio ou até o
exterior para se cuidarem. Ou alguém já viu um Prefeito, Governador na fila do
SUS ou requerendo na Justiça o Direito de ser atendido, de realizar uma
cirurgia?
Belchior em uma de suas músicas diz “que o novo sempre vem”, mas aqui vem de uma forma diferente, vem
maquiado, penteado, fabricado pela mídia como a cara da mudança.
Para mudar esse quadro, o eleitor precisa quebrar o paradigma de
votar em famílias tradicionais e ter coragem para depositar nas urnas um voto de
confiança nas novas caras da mudança (e não nas coroas oligárquicas e suas
descendências).
Será que somos um Estado de eleitores incompetentes? Que tal
eleger alguém novo de verdade? Que tal quebrar regras e inovar?
Eleição custa caro.
*
Estudante de Geografia
terça-feira, 21 de janeiro de 2014
sexta-feira, 3 de janeiro de 2014
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