Boanerges Cezário*
Digo que o Brasil tem chance de evoluir sempre para ser o maior país do mundo em termos de progresso econômico.
Independentemente de lado político, pois quando o povo quer e gosta de alguma coisa, tudo se transforma e se realiza em projetos grandes com resultados.
A gente tem terras raras, café, soja, milho, pecuária, petróleo, biodiversidade e...ah, entre varios temos a paixao nacional, o futebol.
Acabamos de perder a chance de conseguir o hexa, mas ja estamos falando em 2030, se Anceloti continua, se Neymar vai ficar no grupo.
Bruno Guimarães, comovido, puxou o peso para os ombros, enfim, o brasileiro ê apaixonado e discute futebol.
Devo dizer que até quem nao entende, opina e na unanimidade, pelo sim e pelo não, talvez seja um dos poucos assuntos que os 215 milhões falam.
E sobre Educação, alguém fala?
Esse é um dos itens que o brasileiro não costuma conversar, muito embora os índices nao sejam muito bons.
O nicho de escolas privadas capricha nas exigências, algumas escolas públicas e universidades também, fazendo com que a qualidade seja reconhecida aqui e até fora do país, quando comparados de formas isoladas.
Mas, enfim, o que quero expor aqui na verdade é sobre o amor que o Brasileiro tem mesmo para o futebol.
Reconhecidamente um seleiro de estrelas, mas perdemos mais uma vez a chance de chegar ao hexa.
Isso faz parte, mas voltando ao assunto chave para o Brasil, já pensou se o Brasileiro amasse a educação como ama o futebol?
Eua e China, por exemplo, tem seleções medíocres, mas o progresso desses países é indiscutível.
O que torna esses 2 países tão fortes , parecidos em riquezas e porte com o Brasil, mas um deles, o nosso, não caminha com foco a um desenvolvimento com bases sólidas?
Há diversos motivos, mas o maior deles , acredito que seja a falta de paixão e obsessão pela educação .
Se o brasileiro tivesse o mesmo amor pela educação como o que ele tem pelo futebol, a gente estaria num patamar bem mais alto no ranking de desenvolvimento.
Noruega, Inglaterra, Japao, França, Espanha, por exemplo, esses podem ser apaixonados de verdade pelo futebol, pois já cumpriram as bases da economia, onde o povo já pode luxar e, sim, futebol é luxo.
Enquanto o brasileiro pensa em futebol e não tem obsessão sobre educação, a seleção estará sempre buscando o hexa e a população carente do básico da educação, que é saber ler de verdade e fazer contas básicas.
Moral da estória: com esse futebol de COPA, a seleção deveria voltar pra COZINHA e aprender a receita básica de como jogar com força e vontade, assim como jogam Noruega, Marrocos, França, Alemanha, Inglaterra, Argentina e CABO VERDE...ou não!?
Cronista