quinta-feira, 29 de janeiro de 2026

COMPONDO O DESTINO (ou de como amoleceu o valente Sebastião)


Boanerges Cezário*

Dia desses, batendo  papo num daqueles grupos que faço parte, via whatsapp, um velho amigo, noticiava  


"Agora mesmo estou no cardiologista para saber se ainda tenho coração.  Rsrsrsrs......"


Continuou a conversa falando 

"Tô desconfiando que o meu coração se mudou ou ficou muito mole. Rsrsrsrs....."


Por fim, informou o velho amigo que conseguiu uma

  "Declaração de apto para atividades físicas."


Como um goleador cabeceia se  alguém cruzar, falo e digo o que penso, quando alguém instiga, mesmo que às vezes o amigo interlocutor não curta ou não goste...

E assim, argumentei para ele, pois  assim argumentei: 


O amigo de sangue bruto e pistolagem  está na casa dos 60+, realmente vai abrandar o coração. 


O tempo passa e tudo vai , usando suas palavras e termos, amolecendo. 


Na verdade, a maturidade faz-nos parecer mais moles. Mas nao é isso. Com o tempo,  aprendemos mais a ouvir, entender que não  somos  mais donos da verdade e que tudo passa a ser absolutamente  relativo ou relativamente absoluto. 


Vejam, por exemplo, na política tem o senado com pessoas mais maduras para conter os arroubos  dos energizados deputados; no judiciário tem os tribunais, onde os mais antigos refletem sobre decisões dos magistrados mais novos. Quase parecido com os conflitos  de boomers contra geração Z.


Mas, enfim, o tempo chega para clarear ideias e quem ainda tem muito tempo usa o tempo para aprender, se quiser, para um dia amadurecer. 


Moral da estória: consulte  regularmente seu cardiologista e se com o tempo não amolecer, consulte um psiquiatra porque se não,  não correrá a São Silvestre...ou nao!?


Cronista*


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