Boanerges Cezário*
Fazia tempo que eu tentava escrever um texto baseado em
histórias acontecidas numa cozinha humana, influenciada por uma IA.
Por acaso virtual, um amigo meu anda ensaiando receitas para
as refeições da casa dele “dialogando” com uma inteligência artificial.
Achei legal, pois até a voz da referida IA é feminina e ela
se chama AURORA.
Um dia desses, espero saber como é que ele se sente numa cozinha,
ambiente que no passado era exclusivo para mulheres ou afins, mas que hoje, em
face da mutação cultural e dos arranjos sociais terminou que se transformou numa SEARA para todos e não só para
AURORAS.
Esse amigo, que tem múltiplas funções , dentre as quais
jornalista, músico, cantor, escritor, compositor,
arranjador, empreendedor do mundo virtual, entre outras expertises,
agora enveredou por mais essa aventura, a gastrologia...
Atesto que ele é bastante ocupado, apesar de ter se
aposentado há pouco tempo de uma missão que começou há alguns anos.
Sei que será muito difícil colher as narrativas e
curiosidades do HOMEM da cozinha ao vivo, tendo em vista que ele reside a mais
de 3000 mil quilômetros de onde escrevo esse texto, mas ao mesmo tempo, devido
à net e suas redes quase sociais, consigo ver suas artes, e devo acrescentar
que desde o colégio ele era uma cara, digamos, ARTEIRO.
Enfim, as redes quase sociais tem disso, coisas de longe
ficam parecidas que estão perto e coisas de perto muitas vezes parecem longe, apesar de estar na sua frente ou ao lado...
A dúvida que um dia quero saber dele é se a presença da AURORA VIRTUAL na cozinha é
melhor do que a não presença de uma AURORA REAL dividindo as tarefas,
auxiliando ou até mesmo fazendo tudo sozinha.
Contei essa curiosidade ao contador de história Zé Bidu, que mora no sertão, que é amigo de Zé Bodó, outro contador de história da mesma região para quem lancei uma dúvida diante do
espelho trincado da Filosofia: as AURORAS VIRTUAIS seriam o OCASO das AURORAS
REAIS? Ou teremos uma revolução das REAIS indignadas por terem sido
substituídas? Ou precisaremos chegar ao niilismo alimentar pelo avanço da COZINHA
DE UMA PESSOA , em alguns casos SEM
NINGUÉM, para entendermos que SE FOI PRA DESFAZER POR QUE É QUE FEZ como dizia
Vinicius de Morais no COTIDIANO n° 2?
Moral da Estória: ainda bem que tem I FOOD, se não ...FUDEU...ou
não?!
Humorista*
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