Lembro-me daquela igreja, da emoção daquele dia e,
sobretudo, da pequena menina que, ainda tão frágil e delicada, cabia em meus
braços. Era apenas o começo de uma história que, naquele instante, ninguém
poderia imaginar como seria bonita.
O tempo, porém, tem pressa. E lá se foram 19 anos.
Aquela pequena menina cresceu. Os braços que um dia a
acolheram agora guardam apenas a lembrança daquele momento, enquanto os olhos
contemplam, com orgulho e carinho, a jovem que ela se tornou.
Hoje, vejo uma moça feliz, cheia de alegria, sonhos e
esperança. Vejo também os frutos de uma boa criação, de uma família que soube
ensinar, pelo exemplo, os valores que realmente importam: amor, respeito,
responsabilidade, fé, generosidade e a capacidade de caminhar pela vida levando
luz por onde passa.
Talvez seja essa uma das maiores alegrias de ser padrinho:
acompanhar, mesmo que em pequenos capítulos, a transformação de uma criança em
uma pessoa que nos enche de orgulho. É perceber que o tempo passou, mas o
carinho permaneceu — e até cresceu.
Aquela menina que um dia esteve em meus braços hoje segue
firme, construindo sua própria história. E que bonito é poder olhar para trás e
reconhecer, naquela pequena criança, os primeiros sinais da pessoa especial que
ela se tornaria.
Dezenove anos parecem muito, mas, diante de certas
lembranças, parecem apenas um instante. O tempo passa, as fotografias
envelhecem, as crianças crescem, mas algumas emoções permanecem intactas.
Com carinho, orgulho e a emoção de quem ainda se lembra
daquela pequena menina nos braços, feliz por testemunhar a linda mulher que ela
se tornou.