domingo, 9 de agosto de 2026

DEZENOVE ANOS DEPOIS

 


Lembro-me daquela igreja, da emoção daquele dia e, sobretudo, da pequena menina que, ainda tão frágil e delicada, cabia em meus braços. Era apenas o começo de uma história que, naquele instante, ninguém poderia imaginar como seria bonita.

O tempo, porém, tem pressa. E lá se foram 19 anos.

Aquela pequena menina cresceu. Os braços que um dia a acolheram agora guardam apenas a lembrança daquele momento, enquanto os olhos contemplam, com orgulho e carinho, a jovem que ela se tornou.

 

Hoje, vejo uma moça feliz, cheia de alegria, sonhos e esperança. Vejo também os frutos de uma boa criação, de uma família que soube ensinar, pelo exemplo, os valores que realmente importam: amor, respeito, responsabilidade, fé, generosidade e a capacidade de caminhar pela vida levando luz por onde passa.

 

Talvez seja essa uma das maiores alegrias de ser padrinho: acompanhar, mesmo que em pequenos capítulos, a transformação de uma criança em uma pessoa que nos enche de orgulho. É perceber que o tempo passou, mas o carinho permaneceu — e até cresceu.

 

Aquela menina que um dia esteve em meus braços hoje segue firme, construindo sua própria história. E que bonito é poder olhar para trás e reconhecer, naquela pequena criança, os primeiros sinais da pessoa especial que ela se tornaria.

 

Dezenove anos parecem muito, mas, diante de certas lembranças, parecem apenas um instante. O tempo passa, as fotografias envelhecem, as crianças crescem, mas algumas emoções permanecem intactas.

 

Com carinho, orgulho e a emoção de quem ainda se lembra daquela pequena menina nos braços, feliz por testemunhar a linda mulher que ela se tornou.