quinta-feira, 23 de maio de 2019

PARA QUE SERVE UMA UNIVERSIDADE PÚBLICA?




Boanerges Cezário*



Trabalhei junto a uma instituição de ensino superior pública no início da minha carreira de servidor público.
Não entendo hoje essa polêmica do governo em Brasília desvalorizando as universidades públicas.
Fico mais perplexo ainda quando olho a biografia dos ministros, que na maioria esmagadora estudou em universidades públicas, inclusive o sr. Paulo Guedes, que é egresso da UFMG.
De um ou dois ministros não descobri a instituição que estudaram.
Só o do meio ambiente estudou numa particular, daí porque se entende o perfil de destruidor do negócio que o emprega.
Já os ministros militares tem sua formação pautada em escolas militares, todas com ensino de excelência e todas são públicas. E diga-se de passagem a formação dos militares é de um padrão muito alto.
Isso me ogulha particularmente porque meu pai era militar e estudou numa delas e além do mais, mesmo que discursem contrário, escolas públicas servem para isso: retirar pessoas de situações de vulnerabilidade econômica para que tenham formação profissional.
Mas afinal para que serve uma universidade pública mesmo?
Tenho milhares de respostas para a pergunta acima, que se eu fosse responder aqui teria que ser um calhamaço de evidências que cansaria você, leitor.
Mas sei responder para o que não serve:

não serve para formar economistas como Paulo Guedes, que, depois que pegam o canudo brasileiro, vão estudar nos EUA para vir aplicar aqui as lições que todo gerente de instituição financeira ou de corretoras sabe, ou seja, encher bolso de grandes corretoras e bancos. Quem quiser entender melhor, tem filmes diversos que ensinam isso e falam a verdade sobre como funciona o mercado financeiro, as bolsas e seguradoras. O lobo de Wall Street, que tem como ator principal Leonardo de Caprio, é um deles.
Veja, caro leitor,  o perfil do PGuedes (http://www2.planalto.gov.br/conheca-a-presidencia/ministros/ministerio-da-economia) conhecido como Beato Salu pelos seus colegas para ver o que ele sabe fazer.

Economista bom é o que faz brotar frutos dentro da escassez e não o que diz o que o mercado pede.
No perfil do beato diz que ele é especialista em educação. O IBMEC, idealizado por ele,  tem alto nível, mas quem sai de lá não pensa em diminuir miséria, melhorar qualidade de vida de quem precisa. Sai de lá especialista em mercado e em como tocar empresas com o máximo de ganho para o dono e salário baixo para empregados. Essa é a óptica da acumulação.
Agregue-se ao fato que de Economia ele não fala nada, tanto é que o país está parado. Ele só fala em Previdência...
Não estou falando sozinho, tem gente supercompetente de direita que fala sobre a encruzilhada do beato também .
Mas afinal para que serve uma universidade pública mesmo?
Como disse há inúmeras respostas, mas tá na hora dos ricos pagarem para ter um ensino de qualidade nas universidades públicas, afinal de contas se têm dinheiro para estudarem fora, então que paguem as daqui.
Mas no momento, vejo que a Universidade Pública tá servindo para ricos estudarem de graça como preparação a caros doutorados no exterior.
E os pobres? Ah! Os pobres se conseguirem Fies e bolsa talvez consigam cursar uma, mas é muito difícil um pobre concorrer ao vestibular de uma universidade pública competindo com alguém que se prepara no vestibular em escolas com qualidade e excelência reconhecidas no mundo, que só pagando muito ali se consegue estudar...


Boanerges Cezário*
Free translation
 by Sandra Silva


 (@ssilvauly4)


quarta-feira, 22 de maio de 2019

A CURRENT SLAVE LABOR: A TENDENCY?




Boanerges Cezário*

       There is a while ago that I not open the Brazilian Constitution.
       Today, I has idea, because I opened my  mailbox and had more than uncountable  that the Microsoft send to me and for every web user from bill of that company.
       It’s incredible, but the message says the following:
       This message is secure. It is a program “Combatentes do Spam”, anti-Spam Systems, that helps, indeed, to eliminate electronic waste.
       Anti- Spam System.
       Look the message under and say if it is an electronic waste or not.
       It is not electronic waste.
       This is an e-mail that I would like to look in the my mailbox.
       Look at this:
       The “hypersufficient” company obligates their web users to participate from the program Anti –Spam System, Combatentes do Spam, that has as an objective to eliminate the electronic waste.
       I believe that the Microsoft infringes the labor laws, those were ensured by the Constitution of Brazil that says:
       Article 7º The following are the rights of urban and rural workers before others aiming at improving their social situation. (…)
( this article is according the translation of the linguee.com)
  IV-Those rights are: stability of prices; recognition of efforts to protect the rural landscape and biological diversity by improving cultivation, harvest and post-harvesting practices; recognition of the basic rights of rural workers, including the fundamental rights of association and collective bargaining, particularly for seasonal rural workers who face the worst working and living conditions.(this article is according the translation of the lingue.com)
(…)
XI -The profit sharing separated from the compensation may be paid to employees… (This is according the translation of the linguee.com)
       As we can look, the Microsoft is very expert. And this expertise from this technology company is in the dilution of service providers, those are the web users, that stays throughout the world, each one combating  the possible spams invaders  from the systems of The Microsoft, and without earn any money.
       At this way, every web users work in an anonymous way, untying , characterizing the eventuality , impersonality, prevent the link, prevent the service payment  to combat Spam.
       Let’s take a  simple calculator, let’s multiply the number of people combating spams  from the “Smart” company and look how many  jobs would be create if had someone to care just this sector from the “poor” Microsoft.
       How many hours of work are being utilized to care from this true virtual department from the company?
       To the technology savage entrepreneur, this is a company from dreams, based in two Pillars:
 I - Suggest work for a million people to combat Spams without remuneration, consequently without any link with someone to the payroll (demoralizing  the article 7º, IV, CF – Federal Constitution);
II- In the moment of profit, someone who just participate is the anonymous group of investment , the owners of Capital(demoralizing the article 7º , XI, CF – Federal Constitution).
       As we can see, is or not tricky the Microsoft?
       With a lean staff establishment plan, millions of web users working freely, the profit from a company will have the tendency to be astronomic, or better, the profit “will go to the clouds”.
       This is an idea, or the provocative thinking from the corporative world. What do you think?
Blogger*

Free translation
 by Sandra Silva
 (@ssilvauly4)




quinta-feira, 2 de maio de 2019

OPENING A BUSINESS COMPANY TO BE A MILIONAIRE


     
Boanerges Cezário*
                              (or how to be rich with other people’s money)
            Every entrepreneur, when is responsible for an idea to open a business, think certainly to employ people to sustain themselves and their families, etc.. but the main idea is to think about lucrative things that would be moderate or highest but they want to have.
            The big challenge is looking for and obtains capital.
            The Lines of Credit are complex, they demand much of entrepreneur.
            Millor Fernandes, an author said: “Banco é o lugar onde você pode obter dinheiro se provar que não precisa dele” Millor said and I translated that: bank is  where you can obtains money if you can prove that do not need it.
            It’s true, but there is a sort of enterprise that if you observe the rules of economy, it has not a possibility to be wrong the investment.
            This investment is called as FOOTBALL TEAM.
            Therefore, observe the following statements:
I.                   Join a group of people that offer capital free, without any requirements as stockholder(loyal fans), consequently the entrepreneur will not need banks ;
II.                Create a staff with excellent professionals , truly well team who will have high salaries because besides sponsors , has stockholders without lucrative things( the loyal fans) that put money and more money in the investment;
III.             Join some experts in the football business(cartolas), those will be the directors;
IV.              So, the business company starts to operate, the emotion feed the imagination for everybody and the business “pump out”.

            And then, is just to wait a good management, that will make the lucrative things appear.
            Differently of commons business , where the stockholders gains dividends, the rests will stay just with the employers ( the “poor”  athletes ) and some main partners, owners of drinks business, sport material, cars, between others.
            I could talk more about the itinerary of entrepreneurship but I think is enough.

            What’s your opinion?
Blogger*
Free translation
 by Sandra Silva
 (@ssilvauly4)


quarta-feira, 1 de maio de 2019

MERITOCRACIA VERSUS HERANÇA





Boanerges Cezário e André Vitor*



Quando procuramos entender e nos familiarizarmos com assuntos que envolvam liderança e gestão, de vez em quando lidamos com dois verbetes conectados diretamente com os temas chamados ao ensaio, ou sejam, LIDERANÇA e MERITOCRACIA.

De forma bem democrática, ousamos copiar abaixo os dois conceitos, pinçados-os da wikipedia:


Meritocracia
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
O termo Meritocracianeologismo — do latim mereo ('ser digno, merecer') e do grego antigo κράτος, transl. krátos ('força, poder') — estabelece uma ligação direta entre mérito e poder.[1]
Tanto a palavra mérito quanto a palavra poder têm diversos significado, o que faz com que o termo meritocracia seja polissémico.[nota 1] Desta maneira o termo podem tanto: ser interiorizado como um princípio de justiça (às vezes qualificado de utópico),[2] e ainda, simultaneamente, criticado como um instrumento ideológico voltado para a manutenção de um sistema político desigual.[3][4]
Um modelo meritocrático é um princípio ou ideal de organização social que busca promover os indivíduos — nos diferentes espaços sociais: escola, universidade, instituições civis ou militares, trabalho, iniciativa privada, poder público, etc — em função de seus méritos (aptidão, trabalho, esforços, competências, inteligênciavirtude) e não de sua origem social (sistema de classes), de sua riqueza (reprodução social) ou de suas relações individuais (fisiologismonepotismo ou cooptação).
Sociólogospedagogos e filósofos discutem como explicar o modelo meritocrático onde
nas sociedades contemporâneas, os indivíduos o interiorizam e o tratam como um modelo de justiça social.

Liderança

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
(...)
O líder aponta o caminho a seguir para as pessoas
A natureza e o exercício da liderança têm sido foco de pesquisas do homem ao longo da sua história. Bernard Bass (2007) argumenta que "desde sua infância, o estudo da história tem sido o estudo dos líderes - o quê e porquê eles fizeram o que fizeram".[1] A busca do ideal do líder também está presente no campo da filosofiaPlatão, por exemplo, argumentava, em A República, que o regente precisava ser educado com a razão, descrevendo o seu ideal de "rei filósofo". Outros exemplos de filósofos que abordaram o tema foram ConfúcioLao-Tsé e Sun-Tzu, com seu "rei sábio".
A condução de um grupo de pessoas, transformando-o numa equipe que gera resultados, é chamada de liderança. É a habilidade de motivar e influenciar os liderados, de forma ética e positiva, para que contribuam voluntariamente e com entusiasmo para alcançarem os objetivos da equipe e da organização[carece de fontes]
Assim, o líder diferencia-se do chefe, que é aquela pessoa encarregada por uma tarefa ou atividade de uma organização e que, para tal, comanda um grupo de pessoas, tendo autoridade de mandar e exigir obediência. Para os gestores atuais, são necessárias não só as competências do chefe, mas principalmente as do líder.[2]
Acadêmicos argumentam que a liderança como tema de pesquisa científica surgiu apenas depois da década de 1930 fora do campo da filosofia e da história. Com o passar do tempo, a pesquisa e a literatura sobre liderança evoluíram de teorias que descreviam traços e características pessoais dos líderes eficazes, passando por uma abordagem funcional básica que esboçava o que líderes eficazes deveriam fazer, e chegando a uma abordagem situacional ou contingencial, que propõe um estilo mais flexível, adaptativo para a liderança eficaz.[carece de fontes]
Nos últimos anos, boa parte dessas pesquisas e obras têm sido criticadas por ser de escopo muito restrito, mais preocupada com a explicação dos comportamentos de líderes face a face com seus colaboradores, ao invés de examinar os líderes no contexto maior de suas organizações, prestando pouca atenção ao papel da liderança organizacional em termos do tratamento da mudança ambiental. É o processo de maior importância ao qual se deve fazer ênfase. [carece de fontes] https://pt.wikipedia.org/wiki/Lideran%C3%A7a






A questão poderia ser facilmente desmembrada e posta à reflexão, se partíssemos para responder às seguintes indagações:

01 Se a meritocracia é um dos princípios básicos do liberalismo econômico, nela, acredita-se que, independente das circunstancias em que se encontra, uma pessoa pode atingir um progresso financeiro caso se esforce e faça por merecer (mérito). Assim, uma criança recém-nascida, filha de um bilionário e uma criança, recém nascida filha de um miserável, essa regra se aplica?


02 a corrida de espermatozoides é um mérito? 


03 uma pessoa adepta da meritocracia, caso seja milionária, deveria dedicar austeridade ao filho, para que ele possa enriquecer por mérito?

04  laço sanguíneo tem a ver com mérito?


05 qual a função social da herança?

bloggers escritores*




quinta-feira, 25 de abril de 2019

UM COMANDO, UMA VOZ (memórias de um Mestre de Cerimônias ou Nada mudou)





Boanerges Cezário*

Trabalhei junto ao cerimonial de uma instituição por 20 anos. Pouca gente percebe, mas há diversas ações de última hora para que o evento se realize.
Comandos e falas são encaixados em seus devidos lugares e de forma discreta para que tudo saia perfeito durante o cerimonial.
A todo minuto se confere a lista de presença, alterações, novas inserções de pessoas a formarem a mesa, a lista de convidados, o seleto rol de quem vai ficar na sala vip, dentre outras ações.
Na formação da mesa, há um item importante a se observar: a ordem de onde
cada pessoa, de acordo com o seu grau de importância no evento, deverá se posicionar, pois alguém mais importante irá ocupar a cadeira central da mesa.
Ler, reler o script é fundamental para não se esquecer nomes, não incluir quem não vai ser chamado, não trocar tratamento, enfim, uma falha nesses momentos tensos que antecedem o evento pode ser fatal para o bom resultado da cerimônia.
Mas há uma regra, que considero fundamental para que cada evento saia dentro dos padrões. Chamo de regra raiz, que é “UM COMANDO, UMA VOZ”.
Nada nem ninguém pode esquecer de observar tal regra, pois é nela que está concentrado todo o equilíbrio das ações e atividades que serão desencadeadas.
Assim, nem todo mundo pode ser convidado para participar da mesa, ocupar poltronas. Nem todo mundo pode fazer discurso, fazer apartes, falar de improviso etc
Essas experiências e memórias de cerimoniais que participei fizeram me lembrar dos últimos momentos noticiados na mídia sobre a fala do presidente eleito e dos seus prováveis ministros.
Como ele é Capitão do Exército, parece que o seu vice, superior dele na vida da caserna,  quer falar sem a anuência do chefe, pois durante a campanha isso já tinha acontecido.
Por sua vez, o provável Ministro da Fazenda também já entrou em choque com a fala do presidente sobre diversos assuntos, dentre eles, relações com a China e Previdência.
Os três tem opiniões fortes e aparentemente divergentes, mas para que a cerimônia de governança dê certo, é preciso que conversem antes nos bastidores para que só a fala do Presidente venha à tona, pois ele afinal de contas é o chefe do governo é o “comandante do cerimonial.”
Um chefe de cerimônia ficaria louco se recebesse ordens de várias pessoas para seguir num evento sem convergência no script.
Para preservar o emprego e o brilhantismo do evento, o Mestre de Cerimônia deve seguir as orientações do Presidente do evento. Por mais que os outros apareçam ou queiram aparecer, a regra “UM COMANDO, UMA VOZ”  é a mais sensata e correta.
A capilaridade excessiva nos eventos da vida deve ser evitada para que o cerimonial não se transforme em “CASA DE MÃE JOANA”.
E assim, durante anos e anos como Mestre de Cerimônia, aprendi que não se pode tirar o brilho do ente mais importante do evento. Quem não quiser seguir a regra, que crie seu próprio evento e forme sua própria equipe.
Será que Mourão está em campanha para 2022, tão cedo? ou será apenas que ainda não caiu a ficha que seu inferior hierárquico virou seu chefe? ou será apenas que só agora caiu a ficha que seu inferior hierárquico virou seu chefe? Ou “será só imaginação” como perguntava Renato Russo cantando “SERÁ?”

Escrevi o post em novembro de 2018 , lendo o link a seguir,  agora, https://www.msn.com/pt-br/noticias/politica/bolsonaro-sugere-que-mour%C3%A3o-atua-como-presidente-paralelo/ar-BBWh5PR?li=AAggXC1&ocid=mailsignout, vou ficar lembrando aqui de Leo Jaime cantando “oh, oh, nada mudou”...


*blogger




p.s. :

Atenção, esquerda, não defendi o Presidente.
Atenção, direita, não critiquei o Presidente.

Falei apenas de trairagem no poder rsrsrs







domingo, 7 de abril de 2019

A REFORMA DA PREVIDÊNCIA TRANSFORMARÁ O BRASIL DE UM PAÍS DE MISERÁVEIS, COM CONCENTRAÇÃO DE RENDA NAS MÃOS DE 2 A 3% DA POPULAÇÃO, NUMA POTÊNCIA ECONÔMICA? MITO OU VERDADE? POR QUE O MERCADO REAGE QUANDO SE FALA BEM SOBRE A “NOVA PREVIDÊNCIA”?


Sebastião Monteiro da Costa*
Há anos, realmente, os assuntos sobre Reformas Trabalhistas e da Previdência são os banquetes de caviar dos empresários, os desejos de consumo deles.  Aqui me refiro aos grandes detentores do capital, representados por banqueiros (principalmente), grandes latifundiários, grandes empresários, poderosos comerciantes e políticos que atendem ao lobby do capital, defendendo os interesses daqueles. Não estou me referindo aos pequenos empresários que, junto dos demais trabalhadores, sofrem com a força do grande capital.  Noutro dia, li uma reportagem que mencionava sobre o fechamento de 15 mil pequenas empresas no ano de 2018, só no RN. Quantas grandes empresas e bancos fecharam? Nenhuma.  Claro que, para alcançar seus interesses, os detentores do poder (as verdadeiras aves de rapina), usam o engodo da “preocupação com os pobres”.  Sempre foi assim e, pelo visto, mesmo criticando a velha política, como se apresentassem algo novo, continuam com o discurso demagogo e mentiroso de salvação do miserável. Todos sabemos que rico detesta pobre, explorando deste apenas e tão somente a força do trabalho. O modus operandi apresenta a mesma perversidade: o massacre dos trabalhadores, em detrimento da explosão dos lucros.  Ainda tem gente que acredita nos santinhos da generosidade.  Na realidade, aqueles que só pensam em aumentar os seus já polpudos lucros não têm interesses na melhor condição de vida do trabalhador, mas apenas na sua exploração/escravidão deste. 
  
No tocante à Reforma da Previdência, até penso que ela é necessária, não na forma aí proposta.  Os defensores da RP falam tanto em privilégios dos trabalhadores e querem cortá-los.  Muito bonito o discurso, mas será que os ex-presidentes do Brasil, à exceção da Dilma que me parece ainda não se aposentou, que tanto defenderam as reformas, têm moral para usar o termo privilégio no serviço público, já que todos se aposentaram com menos de 50 anos de idade e com a integralidade dos benefícios?  O atual presidente, que também nunca trabalhou, pois adotou a política como profissão, salvo engano, têm duas aposentadorias garantidas.  Com certeza, nenhum deles será afetado com a “nova reforma”.   Mesmo assim, falam em cortar privilégios? Não os qualifico de hipócritas, porém de demônios.  Assim, nobres colegas, para cortar privilégios, esta massa de políticos, em nome da salvação do futuro dos filhos e netinhos dos brasileiros, deveria olhar para si e compartilhar os seus benefícios previdenciários com os pobres.
  
É notoriamente sabido que há uma verdadeira feira de aposentadorias de pessoas que, dizendo serem trabalhadoras do campo (rurais), conseguem aposentadorias e passam a receber, no mínimo, um salário mínimo por mês.  Talvez tais fatos aconteçam pela falha na estrutura de fiscalização pública.  Acredito que esta prática até possa diminuir com o aumento de agências do INSS, que já está acontecendo.  Por exemplo, hoje temos agências em várias cidades médias e pequenas do interior.  Em Caraúbas tem uma agência.   Muitas vezes, o cara morou a vida toda na cidade, porém, quando atinge os 60 anos ou próximo disto, fala com um amigo que tenha inscrição no INCRA, muda-se para o campo, fica uns dois meses esperando a visita do servidor do INSS e logo se aposenta.  Para pagar os salários do pessoal do campo, o governo não tem uma fonte própria de recursos, mexe e se apropria indebitamente dos recursos da previdência, mesmo sem ter arrecadado um centavo.  Este é só um exemplo de como construíram o pseudo-argumento do grande dragão “rombo da previdência”.   Neste aspecto, sou favorável que se observe o caráter de especialidade aos verdadeiramente homens e mulheres do campo, mas criando uma fonte de recursos para esta competência. Também, neste mister, sou favorável a contribuição do homem do campo para a previdência.  E por que não?     
No quesito idade mínima da aposentadoria, também penso que seja necessária a mudança, porque não se pode admitir que um trabalhador, com saúde física e mental boas, aposente-se com menos de 50 anos e, pior ainda, que depois venha defender a majoração do tempo mínimo, sob o argumento de cortar privilégios.  Não obstante, tem que haver a regra de transição, pois acredito e defendo não ser justo que um trabalhador tenha contribuído por mais de 30 anos, com a perspectiva de aposentadoria aos 35 anos de contribuição, e, num passo de mágica, seja penalizado por novas regras que afetem sua dignidade.    No tocante à remuneração do servidor público e trabalhador em geral, deve-se observar a interpretação do Princípio Constitucional da Igualdade, que assegura que as pessoas postas em situações diferentes sejam tratadas de forma desigual: “Dar tratamento isonômico às partes significa tratar igualmente os iguais e desigualmente os desiguais, na exata medida de suas desigualdades”.  Desta forma, se um trabalhador estudou mais, se especializou e adquiriu uma melhor capacitação profissional, tem que ser melhor remunerado.   Isso é privilégio?  Claro que não. Não se pode albergar num mesmo patamar salarial uma pessoa com pouca instrução com outra que tenha estudado mais e alcançados patamares que os acomodados não conseguem. Aí caros amigos, defender a igualdade para situações tão diferentes, beira ao absurdo da ignorância do ser humano. 
   
O atual governo brasileiro, que até agora, sem apresentar quaisquer repertórios de gestão administrativa, afinou o discurso dos imortais que o antecederam: falar que sem a Reforma da Previdência o Brasil vai quebrar.  Será mesmo assim? E o dinheiro desviado da corrupção, não seria o principal foco da dilapidação das finanças públicas, inclusive do esvaziamento das contas da previdência?  Também, mesmo não tendo nenhum pudor para falar mal deles, vem adotando o discurso dos governos populistas e/ou socialistas ou coisa do gênero, no sentido de que os privilegiados, com seus salários avantajados, irão se aposentar com grandes fortunas, em detrimento dos pobres que ganham menos, o que redundará, segundo os carcarás sanguinolentos e mentirosos,  no amesquinhamento da máquina pública.  Quem defende este discurso do achatamento da massa salarial, ou seja, que todos, independente da qualificação profissional, sejam igualmente remunerados, simplesmente está desprezando as qualificações profissionais.    E daí?  Isto é fazer justiça?  Estudar para que, gente?  Caso se aceite esta política defendida pelos governantes, vamos fechar as universidades, os centros universitários e do saber.

Por que os Municípios e Estados estão passando dificuldade para arcar com os seus compromissos decorrentes da má gestão financeira?  A razão é simples, o inchaço da máquina pública, resultado do nepotismo e do apadrinhamento político.  Muitos comissionados que se eternizam nos empregos, muitas vezes sem nunca ter estudado ou sido aprovados num concurso público e ficam até a aposentadoria. Aí nobres colegas, como diz o poeta, é mamar nas tetas da incompetência e ladrar contra aqueles que não pararam no tempo e buscaram um espaço na luz do Sol, que apesar de ter nascido para todos, pouco ilumina as penumbras do comodismo e da preguiça.  
             
Será quanto custa, para o erário público, manter um deputado ou um senador em Brasília?   Os deputados e senadores poderiam começar o controle orçamentário na Câmara Federal e no Senado Federal. Interessante que pouco se fala sobre isto.  Será por que?  O saudoso Agenor Nunes de Maria, um riograndense da gema, que ocupou diversos cargos, de Vereador a Senador da República, já dizia que o Senado era o Céu na Terra.  Imaginem, nobres colegas, se o nosso Agenor estivesse no Congresso Nacional nos dias de hoje, o que ele não diria.  Certamente, não estaria preso, porque era um verdadeiro camponês trabalhador e honesto.  Então, nobres colegas, os verdadeiros privilegiados não são os trabalhadores, mas aqueles que se perpetuam no poder para manter as castas vivas, com as benesses que a política oferece, muitas vezes, os levando ao locupletamento ilícito. Claro que há exceções, pois ainda existem homes e mulheres probos neste País. 

Colegas, o Projeto de Previdência Social do Bolsonaro é mais violento que o do Temer, porque acaba com a aposentadoria.  Se aprovado, será o massacre ao idoso.  E o moço ainda tem a Cara de pau de dizer que está prevenindo o futuro da juventude.   Que nada, está é defendendo os interesses do poder econômico!!!!    Os banqueiros estão adorando a tal capitalização do fundo para o futuro da previdência.  Aliás, data venia, o termo fundo é muito bem adequado para o destino dos recursos que a equipe econômica do governo quer dar para o dinheiro suado do trabalhador.   Na verdade, estão tentando tosar o direito e a liberdade do trabalhador de fazer a sua escolha que melhor atender.   É patente o cinismo do governo e da sua equipe econômica, pois vão explicar as razões do tal Projeto do Mal e perdem o controle emocional, partindo para a briga ou discussão acirrada com os deputados que se posicionam contra este precipício que se aproxima.  Neste aspecto, sem nenhum amor a partido ou a idealismo partidário, gostei muito da atuação do deputado Zeca Dirceu, quando disse que o Paulo Guedes, no tratamento com banqueiros e grandes empresários, comportava-se como um “tchutchuca”, mas era um “tigrão” no tratamento dos trabalhadores e dos idosos. 
Agora, como se não bastasse o engodo de defesa dos pobres defendido pelo governo, este anuncia o 13º salário para quem recebe o Bolsa Família.  Cadê a atuação no sentido da geração de empregos e, em consequência, do fim da miséria chamada Bolsa Família? Percebe-se que “o novo governo” apresenta as mesmas práticas do assistencialismo barato promovido pelos seus antecessores.
Falo aqui na condição de um cidadão que conhece o campo e a cidade, pois, além de ter sido trabalhador braçal até os 25 anos, tenho familiares que continuam na labuta do campo. Falo, também, como trabalhador que estudou muito e continua estudando para galgar o meu espaço no mundo e, com o conhecimento adquirido, poder contribuir para uma sociedade mais justa. Grito como um cidadão que nunca pediu nada a político, porque sempre programei os meus voos com prudência, com inteligência e com muito estudo.  Não obstante, respeito todos os trabalhadores que suam pela conquista do pão de cada dia, independente da condição social deles.  Falo, também, como cidadão que, na condição de eterno trabalhador, aprendeu a ficar sempre do lado oposto aos governos, porque estes sempre massacram os trabalhadores.  Portanto, o meu posicionamento é de fortalecer o equilíbrio de forças entre o capital e o trabalho.  Ficar do lado oposto, para mim, não significa ser oposição sistemática ao ponto de torcer contra o sucesso do governo, apenas para atender aos meus desejos pessoais ou ideológicos. Aí, é terrorismo!! Nunca tive amor a partido político ou apego às legendas partidárias, portanto me sinto livre para criticar ou elogiar quaisquer governos, seja do vermelho, do amarelo, do verde ou do laranja.
Então, amigos, torço que o Projeto da Reforma da Previdência seja modificado, pois do contrário, penso que os idosos, principalmente aqueles que contribuíram tanto para poderem ter uma aposentadoria digna no final da vida, irão trabalhar até a morte, com bengalas e cadeiras de rodas.  Os jovens de hoje (os nossos filhos) podem dar o Adeus à aposentadoria.  Os banqueiros, certamente, agradecerão aos lobos que, usurpando da fragilidade dos pobres (todos nós trabalhadores), uivam pela aprovação desta reforma do mal.   De tanto sofrer com as promessas das bestas-feras, há tempo que deixei de acreditar em mito, porém sem deixar de torcer por um Brasil melhor para todos.


Um cidadão trabalhador!!!*