domingo, 14 de março de 2021

UM SANTO TOGADO E AMOROSO

 

Boanerges Cezário*

Havia um santo de toga  solto numa aldeia  , ai veio um burro-mor com demais inocentes e o promoveram.


O santo togado, junto com alguns palhaços midiáticos, entrou na aldeia dos camponeses, dos empregados, dos pequenos empresários  vizinhos e começou a promover a falência  e  endividamento de todos num efeito dominó.

Os inocentes, porque são inocentes mesmo, começaram a defender o discurso do santo togado, mas foram perdendo emprego, garantias, enfim a aldeia começou a declinar economicamente. 

Os inocentes anestesiados foram acometidos pelo efeito avestruz, que esconde a cabeça no buraco para não ver o circo pegar fogo.

Mas era quase tarde demais.

Alguns se arrependeram, outros continuam acreditando no santo togado. 

Há uma movimentação orquestrada, na casa das leis,  pelos seguidores do atual burro-mor naquele reduto,  contra todos os inocentes  exatamente para retirar direitos e garantias de todos , mas alguns, por serem maniqueístas,  só lembram do passado e  acham que na aldeia  só tem duas portas para o inferno. 

Bom, existe uma figura chamada Estado de Necessidadeno direito penal, que se adapta bem ao quadro atual de coisas, mas os inocentes perderam essa visão  pela incandescente luz midiática, achando que no final do túnel pode ter um barco para dois com dois salva vidas...
O burro-mor viaja  na primeira classe, certamente vai jogar salva vidas para a galera inebriada.

Enfim, alguns inocentes precisam aprender que o jogo na aldeia global tem que obedecer a uma cartilha das leis, que é feita na casa das leis como acima citei...

Moral da historia: quando um "santo" togado consegue manipular magistrados e /ou inocentes é  sinal que a aldeia deu a chave do galinheiro para algumas raposas.
As raposas além de tomarem o poder espalharam notícias que não vão  comer as galinhas...acreditem e  salvem-se como puder...ou não!?

escritor*

sexta-feira, 11 de dezembro de 2020

SAMBA CIT (Samba da Telecitação)

 


Letra: Boanerges Cezário

Música: Jubileu Filho

 

Gente, começouuuuu

pois já vou telecitar

eu vou

pode ser qualquer pessoa

Já é um terror só de pensar

Se o juiz mandar penhorar, citar

 Tem  que cumprir incontinenti

Tentem se preservar

Para não encontrar

devedor descontenteeeee

Não deixem xingar

Ou desacatar

É mais elegante

Sair na tangente

Não corra perigo

Não é um castigo

É só se plugarrrrrr

É para citar, depois penhorar

Se você ligar

O cara estourar

Pare, mas faça um favor

Retorne ligando

Dizendo bem brando

Eu volto, senhor ...

 

 

 

 

 

 

 

 

domingo, 8 de novembro de 2020

DE MANDADOS E CITAÇÕES


   

Boanerges Cezário*

 



            Faz uns dois meses, que citei uma família e uma empresa familiar, tendo em vista uma ação cível para desfazer uma operação imobiliária, que, segundo a parte autora, teria indícios de fraude a credores.

            Segundo a parte autora alegava, ocorreu uma venda de uma propriedade rural para diluição e pulverização de patrimônio, cujo fito era sumir com os terrenos que estavam na iminência de serem penhorados.

            A diligência foi iniciada em plena pandemia no modo a distância.

            Como eram muitos requeridos, deu um trabalho para se chegar ao fim das diligências, que  se tratavam de  citações iniciais, mas traziam no seu arcabouço uma complexa situação patrimonial, enredada numa provável fraude.

            Lembro-me que um dos requeridos tinha acabado de sofrer um AVC , não pode ser citado pessoalmente, mas um de seus filhos se encarregou de assumir a diligência, confirmando a citação dele, o que foi prontamente certificado.

            Uma das coisas que achei interessante, é que é usual as partes não cooperarem com a realização de diligências de forma virtual, temendo trotes mas essa parte facilitou e assim terminei a diligência, juntando informações e notas de ciência pertinentes.

            Folheando as notícias pela internet, descobri que aquela parte que eu havia citado, a do AVC veio a falecer alguns dias depois.

            Na vida do meirinho é assim, uns vivos se fazem de mortos para não serem citados, outros a gente nem chega a conhecer, mas cooperam e facilitam a citação e mesmo falecidos parecem que estão vivos, pois o processo andou, teve contestação e tudo mais.

            E ultimamente tem aparecido uns tipos de réus, que mesmo vivos se fazem de mortos. Já alguns mortos parecem que estão vivos, pois as diligências deixam a marca de terem sido resolvidas, mesmo nunca tendo visto o vivo, que morreu...

            Como dizia Dida, um filósofo da terra do camarão "gente que nunca morreu tá morrendo"...

 




Oficial de Justiça*

 

 


quinta-feira, 15 de outubro de 2020

terça-feira, 6 de outubro de 2020

AP PANDÊMICO

 Boanerges Cezário*


E nesse apertamento

Onde sempre estou

Nem fobia de claustro enfrento

Não há encontro

Na tv, lamento

 

Em “Home”

não sei  onde moro

Não choro

nem lágrima de cloro

Pode soar feito grilo

Sei não

Pensei em clara

Clara crocodilo 🐊


Amante das Letras*

ARGONAUTAE ( versão em Latim de Os Argonautas)



 



Edmilson Morais*

 


Navis!

Cor meum non tolerat

Tantam tempestatem, laetitiam

Cor meum non quiescit

Diem, signum, cor meum

Portum, non!

 

Navigare necesse

Vivere non est necesse...

 

Navis!

Nox tam pulchro subriso tuo

Laxo, perdito

Horizon, aurora

Risus, arcus aurorae

Portus, nihil!

 

Navigare necesse

Vivere non est necesse

 

Navis!

Currus enitens

Tribulus laxus, strepitus

Dentis mei in vena tua

Sanguis, stagnum, strepitus lentus

Portus, silentium!

 

Navigare necesse

Vivere non est necesse


Licenciado em Letras*

terça-feira, 23 de junho de 2020

A MAQUIAGEM DA MENTIRA (OU O QUE VOCÊ QUER VER!?)







Boanerges Cezário*


O mundo se debruça em diversos dilemas minuto a minuto.
Verdades que parecem mentiras, que parecem verdades. Mentiras que parecem verdades, que parecem mentiras.
Por que escrevo isso? Se leu até aqui, continue. Se não continuar a leitura, problema seu, mas veja o que quero prosear.
Em média, três vezes por semana, levanto às 5h da manhã para correr.
O aplicativo que uso para medir pace, tempo e outras conquistas tem a opção na configuração para otimizar o uso da bateria, economizando energia.
Sem querer, mexi na referida configuração e devo ter esquecido de salvar o que era para estar salvo  e a consequência foi desastrosa.
Em pouco tempo me transformei  em Usain Bolt.
Alguns momentos de fama no grupo de corrida, que participo, fizeram eu estranhar a coisa.
Qual não foi a surpresa, ao atualizar e sincronizar as atividades, vi que a minha performance estava acima da média de corredores de renome mundial.
IIustre leitor(a), se chegou até aqui na leitura é porque gosta de mim ou me acha mais um idiota na rede que quer publicar asneiras, e como  você pode gostar de apreciar textos bizarros vai encarar até o ponto final, eu sei.
Como falei, urdi a ideia a partir de uma falha no aplicativo de corrida que uso.
Meu pace baixou de 7,2 min/Km para 2,8 min/Km
A mentira, nesse caso, foi do aplicativo, mas como é inteligência artificial,  só diz a verdade.
Essa verdade ninguém questionou, pelo contrário, até fui elogiado por muitos.
A verdade, assim, era que o aplicativo mentiu, e feio. Mesmo assim, essa mentira parecida com verdade, ficou, talvez, sendo a verdade para quem tem pressa de curtir e não imaginar quem é o corredor na verdade.
Fico imaginando, se alguém curtiu sabendo que é mentira , como também imagino alguém curtiu achando que é verdade.
De qualquer maneira, o mais interessante seria pensar se é racional curtir o devaneio atlético , pois naquela sincronia, sem sinfonia,  não dá pra saber, sem perguntar, se a verdade é uma verdade que parece mentira ou se a mentira parece mentira, mesmo sendo verdade, a mentira...

Assim, quando publicamos nossas "imagens" nas redes e o Big data minera os dados, estamos diante de uma maquiagem...
Se publico mentiras, a mineração de dados não descobre se são falsas, pelo contrário, nos meus perfis elas passarão por verdadeiras. Mesma coisa se publico verdades
De qualquer maneira, as ferramentas do big data só acharão "verdades", sejam elas verdades que são, na verdade, falsas e verdades que são, na verdade, verdade...ou não!?
Enfim, Descartes criou certa vez um demônio maligno, que tinha o poder de iludi-lo, mesmo que não fosse verdade.
Criei o meu também. Chama-se strava com o apoio das redes sociais...
Seriam, então, as redes sociais em conjunto com o big data os novos salões de beleza?


 Blogger*