Boanerges Cezário*
Havia um santo de toga solto numa aldeia , ai veio um burro-mor com demais inocentes e o promoveram.
Boanerges Cezário*
Havia um santo de toga solto numa aldeia , ai veio um burro-mor com demais inocentes e o promoveram.
Letra: Boanerges Cezário
Música: Jubileu Filho
Gente, começouuuuu
pois já vou telecitar
eu vou
pode ser qualquer pessoa
Já é um terror só de pensar
Se o juiz mandar penhorar, citar
Tem que cumprir incontinenti
Tentem se preservar
Para não encontrar
devedor descontenteeeee
Não deixem xingar
Ou desacatar
É mais elegante
Sair na tangente
Não corra perigo
Não é um castigo
É só se plugarrrrrr
É para citar,
depois penhorar
Se você ligar
O cara estourar
Pare, mas faça um favor
Retorne ligando
Dizendo bem brando
Eu volto, senhor ...
Boanerges Cezário*
Faz
uns dois meses, que citei uma família e uma empresa familiar, tendo em vista
uma ação cível para desfazer uma operação imobiliária, que, segundo a parte
autora, teria indícios de fraude a credores.
Segundo
a parte autora alegava, ocorreu uma venda de uma propriedade rural para
diluição e pulverização de patrimônio, cujo fito era sumir com os terrenos que
estavam na iminência de serem penhorados.
A
diligência foi iniciada em plena pandemia no modo a distância.
Como
eram muitos requeridos, deu um trabalho para se chegar ao fim das diligências,
que se tratavam de citações iniciais, mas traziam no seu arcabouço
uma complexa situação patrimonial, enredada numa provável fraude.
Lembro-me
que um dos requeridos tinha acabado de sofrer um AVC , não pode ser citado
pessoalmente, mas um de seus filhos se encarregou de assumir a diligência,
confirmando a citação dele, o que foi prontamente certificado.
Uma
das coisas que achei interessante, é que é usual as partes não cooperarem com a
realização de diligências de forma virtual, temendo trotes mas essa parte facilitou e assim terminei a
diligência, juntando informações e notas de ciência pertinentes.
Folheando
as notícias pela internet, descobri que aquela parte que eu havia citado, a do
AVC veio a falecer alguns dias depois.
Na
vida do meirinho é assim, uns vivos se fazem de mortos para não serem citados,
outros a gente nem chega a conhecer, mas cooperam e facilitam a citação e mesmo
falecidos parecem que estão vivos, pois o processo andou, teve contestação e
tudo mais.
E
ultimamente tem aparecido uns tipos de réus, que mesmo vivos se fazem de mortos.
Já alguns mortos parecem que estão vivos, pois as diligências deixam a marca de
terem sido resolvidas, mesmo nunca tendo visto o vivo, que morreu...
Como dizia Dida, um filósofo da terra do camarão "gente que nunca morreu tá morrendo"...
Oficial de
Justiça*
Boanerges Cezário*
E nesse apertamento
Onde sempre estou
Nem fobia de claustro enfrento
Não há encontro
Na tv, lamento
Em “Home”
não sei onde moro
Não choro
nem lágrima de cloro
Pode soar feito grilo
Sei não
Pensei em clara
Clara crocodilo 🐊
Amante das Letras*
Edmilson Morais*
Navis!
Cor meum non tolerat
Tantam tempestatem, laetitiam
Cor meum non quiescit
Diem, signum, cor meum
Portum, non!
Navigare necesse
Vivere non est
necesse...
Navis!
Nox tam pulchro subriso
tuo
Laxo, perdito
Horizon, aurora
Risus, arcus aurorae
Portus, nihil!
Navigare necesse
Vivere non
est necesse
Navis!
Currus enitens
Tribulus laxus, strepitus
Dentis mei in vena tua
Sanguis, stagnum,
strepitus lentus
Portus, silentium!
Navigare necesse
Vivere non est necesse
Licenciado em Letras*