domingo, 8 de julho de 2018

QUEM FOI FOI, QUEM NÃO FOI...GO!



 Boanerges Cezário*

o dia 07 de julho de 2018 foi marcado por um evento importante das corridas de rua do Estado do Rio Grande do Norte: a Corrida Soldados do Fogo, que teve como marca a alegria e espírito esportivo, ocorrida nas ruas do Tirol ao centro de Natal.
 Muito bem organizada contou com a participação de mais de duas mil pessoas, entre atletas profissionais, novatos e veteranos de rua, desses que correm só pelo prazer da corrida.
E aí vem a palavra prazer, que é contagiante e faz todo mundo sair de casa, treinar, aproveitar o tempo antes dos afazeres.
Alguns trabalham em casa, outros fora de casa, outros estudam e outros trabalham duro para orientar esse conjunto de pessoas, cada uma mais diferente da outra, cada uma com uma mania, enfim, o trabalho complexo mesmo fica mais para os educadores da Equipe Go.
Corrida a parte, correr em equipe, chegar para o aquecimento, bater papo, experimentar o lanche antes da corrida é o que faz também a equipe ser atrativa, pois parece que estamos em casa e vamos “dar uma corridinha ali”.
E por falar em aquecimento, chegar na tenda parece que todo mundo já se conhece mesmo quem nunca se viu, caso dos que correm em horários diferentes.
A perseverança dos que correm menos, o apoio dos que correm mais, os gritos, aplausos esperando quem ficou pra trás faz toda uma diferença, pois o corredor corre sabendo que vai chegar, terá alguém para abraçar e comemorar a vitória da chegada. Quanto ao tempo...ah! o tempo, ainda tem isso, mas quem prestou atenção? Até vale olhar para quem tem objetivos mais elevados para cumprir, pois atingir marcas maiores de 21 e 42, por exemplo, tem que considerar o tempo também para superar o medo que é comum quando temos que cumprir desafios. Corridas assim preparam e servem como testes para testar os próprios limites.
E quem foi que disse que a corrida para quando se encerra a etapa de rua?
No grupo de whatsapp virou uma maratona, onde a gente viu a corrida por outro ângulo, emoções sob outros focos, as marcas, os tempos expostos...que beleza.
Então, como diria o gordinho jaguatirica...”É bom de mais, Junior!
E assim pelo Fogo dos Soldados que ali foram e para os que querem ir na próxima, digo que
QUEM FOI FOI, QUEM NÃO FOI...GO!


 blogger/corredor*
                            

terça-feira, 26 de junho de 2018

POLIAMOR NAS CORRIDAS 2 (A TERAPIA)




Boanerges Cezário*



Quem leu o artigo anterior, que fala sobre as angustias de conviver com Indi e Disci deve estar convencido, que preciso de uma terapia urgente.
Como precisamente preciso, saí a procurar alguém que me ajudasse diante de um quadro complexo como esse.
Bati no consultório da Psicóloga Sab tutti, de origem italiana, dona de um coração daqueles que se mora sem pagar aluguel.
Em alguns minutos, depois de explanar o que estava sentindo, ela falou assim, que quieto fiquei a escutar:
“Meu querido amigo, sou daquelas que leem e gostam dos seus textos! Dessa vez tentarei te sugerir algo, mas não chamarei o juiz nem o padre! Que tal mandar a Indi passear e procurar a turma dela?! Tem que procurar companhia de quem te levanta e não de quem te derruba ou não te deixa levantar...uma topada é melhor do que essa Indi...ah, e pede à Disci um tempo...afinal ser certinho demais também não dá...rsrs.
Sugiro seguir os exemplos de outros pacientes meus, a Harm Onia ou o Equi Librium (e não precisa rever conceitos e/ou pré conceitos...esse Equi é o cara!).
 Tenho certeza que encontrará o melhor caminho e seguindo-os simplesmente eles te ajudarão, pois só você decidirá seu destino!
Aprendi que a vida nos mostra muitos caminhos e neles há muitas pessoas que torcem a favor e contra, mas com certeza "outra" te ajudará (não estou sugerindo continuar bígamo,  hein?! )
Enquanto isso, continua escrevendo...faz um bem danado...não só a você mas também a quem o lê!
Um abraço e seja feliz! 
Ah...só lembrando que estou na torcida dos que te querem bem! 😉
Até a próxima consulta!”
Blogger/Corredor*

domingo, 24 de junho de 2018

POLIAMOR OU BIGAMIA NAS CORRIDAS?

Boanerges Cezário*


Caros(as) leitores(as), devo-lhes dizer que escrevo sem prestar atenção nos efeitos que o meu texto pode causar na sua mente.

Tenho amigos que lêem e gostam, outros não lêem e dizem que gostam, outros não lêem e dizem que não gostam, mas enfim, escrevo para minha satisfação pessoal e para fugir de um substantivo feminino chamado Insônia.

Aliás, falar em substantivo feminino vem a lembrança da palavra mulher.
E agora, peço-lhes licença para ler até o fim o caso que vou contar, mas leiam sem preconceito, pois assim contarei o caso como o caso foi.

É difícil falar em relacionamento ao público, mas aqui por cá estou a falar.

Confesso que vivo com duas mulheres. Bigamia ou poliamor talvez um dos dois casos devo  viver, mas sei que relacionamento é difícil e não nasceu pra qualquer um. Foi assim que passei a me relacionar com Indi e Disci, irmãs, mas totalmente diferentes.
Mas confesso que meu caso complicado é com Indi, a mulher que me trai. 
Já disse, Disci é a que me ajuda a ganhar o pão de cada dia e viver melhor

Falar sobre casamento é difícil, mas não tenho receita de bolo, sei apenas que existem umas regras básicas que se observadas ajudariam os casais a viverem melhor...

Vejam bem, casamentos/relacionamentos possuem rotinas, que significam disciplina, que na ausência dela corre-se o risco de não ir pra qualquer lugar ou lugar nenhum.
Por isso que um casal onde um dos dois, ou os dois, tiverem comportamentos de indisciplina se opondo aos princípios do matrimônio, ou seja, da disciplina, provavelmente a desordem ou bagunça reinará no lar.


Pois é, vivo com duas mulheres como acima falei. Elas se revezam na minha vida. Quando estou em equilíbrio, a Disci está dominando tal momento.
Quando dou atenção à Indi, tudo meu vai por água abaixo. Não corro, dá preguiça até de ir a praia, sair pra jantar essas coisinhas...


Vocês querem saber o nome da família para não se envolverem assim.
Elas pertencem à família Plina.
Indi Sciplina  é a que me destrói, acaba com minha vida.
Disci Plina é a sensata, ou seja, é a mulher que faz o cara crescer e melhorar na vida
.
Vivo com as duas num poliamor complicado, mas vou procurar um terapeuta, preciso largar a Indi e ficar com a Disci, que me ajuda a viver melhor..

Se é bigamia ou poliamor, quem decidirá é a Justiça ou o leitor...

E então, podem chamar o Padre ou o Juiz!?

Blogger/corredor*

quarta-feira, 11 de abril de 2018

JOELHANTE


Boanerges Cezário*


DORAVANTE
SEM
DOR...AVANTE
SEM
DOR...LEVANTE
SEM
 DOR...ADIANTE
SEM
 DOR...ANTE
SEM
 DOR
AVANTE
LEVANTE
ADIANTE
ANTE


Corredor e blogger*

sexta-feira, 30 de março de 2018

DEIXA CHOVER!


Boanerges Cezário



Tem uma música de Guilherme Arantes, que gosto muito e quem está na faixa dos 5.0  deve conhece-la.
Os das outras faixas etárias também devem conhecer, mas o bom é a letra que começa falando que em “certos dias de chuva, nem é bom sair”
Realmente, pensando bem, o melhor lugar para se aquietar, em dias de chuva,  é em casa. Se for pela noite e manhã, melhor ainda é ficar sob cobertores para aquecer o corpo.
Mas e num dia de corrida, naqueles primeiras horas da manhã, que temos de sair para correr e treinar?
A gente olha pro tempo, olha pro relógio, espera alguém do grupo perguntar se “vai ter treino?”
Tem sempre alguém pra dizer que “já saiu de casa e vai correr de qualquer jeito”.
Voltando para a letra da música, tem uma parte que diz “infelizmente nem tudo é, exatamente como a gente quer”...
E é assim por ser assim que se é assim...
O dia de chuva serve como teste para medir a nossa resistência e medirmos até onde vai nossa persistência.
Imaginemos que tem o pipoqueiro, o vendedor de picolé, o sorveteiro, entregador de pizza, ou seja, uma série de pessoas que mesmo sob os dias de chuvas torrenciais tem que sair às ruas para defender o pão de cada dia, mas a gente sai só pra correr, que beleza!
Então uma boa dica para sair de casa em dias de chuva é lembrar de que tem gente saindo para trabalhar mesmo com o aguaceiro de cima abaixo.
Fazendo essa comparação, veremos que para alguns (esses alguns somos nós corredores) correr chega a ser um artigo de luxo, tendo em vista que só vamos à luta diária depois que corremos, tomamos café e por aí vai.
Isso sem falar que para os orientadores e professores dia de chuva é igual a dia de sol, eles tem que sair todo dia para treinar, orientar, treinar, orientar...
Assim, Go, runners! Have you ever seen the rain?


*Corredor/Blogger

domingo, 25 de fevereiro de 2018

CRÔNICA DE UM BIKE CASAMENTO



 Boanerges Cezário*

O INÍCIO

Tudo aconteceu quando eu estava só, acabando de sair de uma tremenda fossa, quando de repente me deparei com ela. Tímida, silenciosa, tão solitária quanto eu.
O primeiro “oi” foi quase balbuciado, coisa comum entre os casais de primeira viagem.
Ela não se “tocou”, mas eu estava a fim...
De cara, percebi que ia se tratar de um namoro, daqueles difíceis, que dá até vontade de desistir antes de começar qualquer coisa.
Amigos, parentes e até alguns fãs que a veneravam me aconselharam a não insistir para que eu não fosse adiante com um romance caro e fracassado mesmo antes de começar.
Algo me dizia, porém, roendo por dentro, que realmente eu deveria tentar, mesmo se não desse certo.

A 1ª. NOITE

Quando saímos juntos pela primeira vez, era uma sexta-feira, de uma tarde chuvosa, daquelas que a melhor coisa que se deve fazer é ficar em casa dormindo .
Mesmo assim, saímos. Nos divertimos bastante. Eu, principalmente, porque ela, se se divertia não me falava nada, apesar d’eu sempre apertá-la com carinho...
De qualquer maneira, eu estava feliz, pois, se ela não me respondia com palavras, me falava através de “atos” carinhosos, rasantes, decididos e imediatos.
Por uma besteira, no entanto, no melhor da tarde nos desentendemos e brigamos. Não sei o que houve, caímos. Ela para um lado, eu para o outro.
Levantei-a, fomos para casa em silêncio.
Fomos dormir, cansados, logo depois da briga e da queda, em quartos separados.
Tomei banho e um copo com leite morno desnatado e açúcar mascavo para chamar o sono.
Caí num sono daqueles espetaculares de perder o treino da 2ª. pela manhã.

O REENCONTRO

Depois da primeira briga, procurei entende-la melhor, buscando o diálogo. Li revistas, consultei especialistas, chegando à seguinte conclusão: Ela é sensível demais, portanto, trata-la com zelo, dedicação e carinho é fundamental e todo cuidado é pouco para não ser traído nas curvas e esquinas...
Aos poucos fui amadurecendo, chegando ao cúmulo de todo dia dá uma...voltinha com ela, afinal de contas paixão é paixão.

NÃO POSSO MAIS FICAR SOZINHO

Hoje, tenho certeza, somos um casal inseparável. Simplesmente não vejo outra na
Minha vida.
E tenho a certeza que meu romance deu certo . Se tudo correr bem, jamais me separarei da minha SCOTT PLASMA 10...rsrsrs




Blogger*

segunda-feira, 12 de fevereiro de 2018

PARA ONDE VAMOS, CAPITÃO? (ou a crise fiscal sem fim do RN)




Boanerges Cezário*

Parece que ainda não mudou o curso do plano de navegação da barca quase furada do Rio Grande do Norte.
Todo dia uma novidade com relação às contas. Falta dinheiro para salários, para aposentados, para tudo, mas a nave vai...
O Estado, para que realize os seus objetivos, precisa de recursos, que por sua vez só podem ser auferidos com receitas.
Há as originárias e as derivadas.
As primeiras são efetivadas através da exploração do patrimônio próprio do Estado.
Nas derivadas, o Estado utiliza-se do seu poder de império e através de tributos e penalidades pecuniárias arrecada os valores necessários a manutenção da máquina administrativa.

O Estado do Rio Grande do Norte, numa pretensa crise fiscal sem fim, iniciou um processo para venda de seus bens públicos, tendo em vista a cobertura de pagamentos diversos, dentre eles os salários.
A solução parece boa, mas não tem nada de criativa, principalmente porque o Estado também implantou a cultura do Refis, que na prática é um perdão disfarçado da dívida, que nunca se concretiza, que sempre traz a possibilidade de novos refis, novos refis, novos refis....
Então em breve, o Estado do RN terá todo seu patrimônio vendido e como não implanta uma política de arrecadação concreta e possível, em breve as receitas derivadas também não serão suficientes para pagamento de suas obrigações e investimentos.
O Plano de navegação da nave RN não está bem definido e em breve a barca pode adernar.
O Capitão, que a rege, não demonstra patente e categoria de capitão de longo curso.
Mas antes do naufrágio, com certeza o capitão pulará do barco e se salvará.
Para o resto da tripulação, será um Deus nos acuda, mas haverá alguém que tomará o leme para levar a nave a um porto seguro, mas navegará sem plano, levando apenas a embarcação para um porto e ali ela ficará parada.
Afinal de contas, para onde íamos, pois não sabemos mais nem para onde vamos?....

Blogger*