sábado, 25 de abril de 2020

CADA MACACO NO SEU GALHO (INICIAÇÃO À GESTÃO FAGOCITÁRIA )



“Cho, chuá Cada macaco
 no seu galho” Riachão



Boanerges Cezário*

Antes que a turminha politicamente correta venha questionar a expressão acima, peço licença para dizer que retirei-a do site abaixo:
Tem uma música também, feita pelo compositor Riachão, cuja canção ficou na memória de todos, cantada por Caetano e Gil.
Mas por que cá estou a falar da expressão acima?
Porque agora há uma onda espalhada na gestão pública  brasileira de se dar opinião sobre as atribuições, competências e  funções dos outros.
Há um caos evoluindo feito ameba, que se multiplica e se biparte. Há caminhos que se bifurcam, que se bifurcam, que se bifurcam....
Então aquele gestor que se acha mais importante ou sabido, promove a sua fagocitose particular.
Para quem não lembra, em tempos de Enem, é bom lembrar o que é fagocitose:

(...)fagocitose (quando outro ser se aproxima, ela cria com o corpo pseudópodos (pés falsos) que envolve o alimento, levando-o para dentro da ameba onde ocorre o processo digestivo. As partes não aproveitadas são eliminadas.” http://www.suapesquisa.com/mundoanimal/ameba.htm

Ora, se um gestor invade a área do outro dizendo o que deva ser feito, que motivos o levaria a isso?:
01 é uma ação fagocitária, ou seja, vai digerir o outro;
02 é porque acha que pode ficar no lugar do outro;
03 é porque entende que o outro não entende como se faz;
04 é porque o caos se instalou e qualquer opinião vai ajudar


O gestor inteligente se aproveita do talento que desponta ao lado, dá uma força, ensina  caminhos, preparando-o para trilhar caminho novo.
O gerido, candidato a gestor, aproveita os ensinamentos e busca uma nova estrada, não deve ficar medindo forças e querendo aparecer mais que o dono da cadeira da ponta.
Se a situação anterior não for ultrapassada, os problemas de sintonia ficam evidentes e podem trazer reveses à imagem da instituição .
Mas se nenhuma das soluções acima der certo, a instituição será acometida de uma tremenda disbiose intestinal com quadros de diarreia.
Todo cuidado é pouco, daí a importância de procurar um  especialista na matéria, evitando maiores transtornos intestinais corporativos.

Mas se você, caro leitor, tem uma outra opção, qual seria?

Blogger*




domingo, 19 de abril de 2020

DEMOS, DEMÔNIOS, PANDEMIA E PANDEMÔNIOS





Boanerges Cezário*



A atual crise econômica, aliada à da saúde, em face do dramático quadro de crescimento da pandemia provocada pelo corona vírus, leva a plateia do circo Brasil pelejar no dilema pt x bolso , esquerda x direita,  mas vou dizer uma  coisa .

O recente conflito  entre bolso e Mandetta(direita contra direita) evidenciou que a massa sempre está perdida feito manada.

Como técnico, Mandetta  pode estar certo, mas bolso é  contra a linha dele.
Onde Mandetta errou? Ficar  ministro depois da exposição pública do conflito antes, bem antes,  da entrevista no Fantástico.

Então, se Mandetta (de direita) estiver certo  as coisas vão ficar difíceis .

Se bolso tiver certo, não tem problema, vai morrer pouca gente, né?

A banalização da morte como apenas um  numero a mais ou a menos ficou dominante no momento atual.

No mundo de princípios cristãos, que hospeda bolsominions, petistas, gregos e baianos, se morrer um é  muito.

Mas até o mundo da direita está passando por esse conflito: O DEM querendo poupar vidas porque o(s) demônio(s)  quer(em) que morra(m) muita gente.

Prestem atenção, o conflito do momento é também  polarizado entre  Bolsonários e DEM, ou seja, Direita x Direita,  quem te viu, quem te vê ...

Aliás, eu previ em 2018 esse conflito num artigo (http://terrasofia.blogspot.com/2020/03/um-comando-uma-voz-memorias-de-uma.html ), pois aprendi com um militar (meu pai) que vários comandos numa guerra levam a muitas mortes...

E tudo que foi continua sendo e tudo que será talvez não aconteça ou não?!



Blogger*

sábado, 28 de março de 2020

UM COMANDO, UMA VOZ (memórias de um Mestre de Cerimônias ou Nada mudou)




Boanerges Cezário*



Escrevi esse post em novembro de 2018, após a vitória do candidato, que virou presidente.
E naquela data, assim eu falava...

Trabalhei junto ao cerimonial de uma instituição por 20 anos. Pouca gente percebe, mas há diversas ações de última hora para que o evento se realize.
Comandos e falas são encaixados em seus devidos lugares e de forma discreta para que tudo saia perfeito durante o cerimonial.
A todo minuto se confere a lista de presença, alterações, novas inserções de pessoas a formarem a mesa, a lista de convidados, o seleto rol de quem vai ficar na sala vip, dentre outras ações.
Na formação da mesa, há um item importante a se observar: a ordem de onde
cada pessoa, de acordo com o seu grau de importância no evento, deverá se posicionar, pois alguém mais importante irá ocupar a cadeira central da mesa.
Ler, reler o script é fundamental para não se esquecer nomes, não incluir quem não vai ser chamado, não trocar tratamento, enfim, uma falha nesses momentos tensos que antecedem o evento pode ser fatal para o bom resultado da cerimônia.
Mas há uma regra, que considero fundamental para que cada evento saia dentro dos padrões. Chamo de regra raiz, que é “UM COMANDO, UMA VOZ”.
Nada nem ninguém pode esquecer de observar tal regra, pois é nela que está concentrado todo o equilíbrio das ações e atividades que serão desencadeadas.
Assim, nem todo mundo pode ser convidado para participar da mesa, ocupar poltronas. Nem todo mundo pode fazer discurso, fazer apartes, falar de improviso etc
Essas experiências e memórias de cerimoniais que participei fizeram me lembrar dos últimos momentos noticiados na mídia sobre a fala do presidente eleito e dos seus prováveis ministros.
Como ele é Capitão do Exército, parece que o seu vice, superior dele na vida da caserna,  quer falar sem a anuência do chefe, pois durante a campanha isso já tinha acontecido.
Por sua vez, o provável Ministro da Fazenda também já entrou em choque com a fala do presidente sobre diversos assuntos, dentre eles, relações com a China e Previdência.
Os três tem opiniões fortes e aparentemente divergentes, mas para que a cerimônia de governança dê certo, é preciso que conversem antes nos bastidores para que só a fala do Presidente venha à tona, pois ele afinal de contas é o chefe do governo é o “comandante do cerimonial.”
Um chefe de cerimônia ficaria louco se recebesse ordens de várias pessoas para seguir num evento sem convergência no script.
Para preservar o emprego e o brilhantismo do evento, o Mestre de Cerimônia deve seguir as orientações do Presidente do evento. Por mais que os outros apareçam ou queiram aparecer, a regra “UM COMANDO, UMA VOZ”  é a mais sensata e correta.
A capilaridade excessiva nos eventos da vida deve ser evitada para que o cerimonial não se transforme em “CASA DE MÃE JOANA”.
E assim, durante anos e anos como Mestre de Cerimônia, aprendi que não se pode tirar o brilho do ente mais importante do evento. Quem não quiser seguir a regra, que crie seu próprio evento e forme sua própria equipe.
Será que Mourão está em campanha para 2022, tão cedo? ou será apenas que ainda não caiu a ficha que seu inferior hierárquico virou seu chefe? ou será apenas que só agora caiu a ficha que seu inferior hierárquico virou seu chefe? Ou “será só imaginação” como perguntava Renato Russo cantando “SERÁ?”



Agora, em plena crise do covid 19, o presidente aparece com a frase “o presidente sou eu” e, ofuscado pelo brilho de Mandetta na condução da pasta da saúde e irritado com o “silêncio” de Moro, continua com o mesmo problema...

Dou-lhe uma


 Dou-lhe duas...


Dou-lhe três...


vou ficar lembrando aqui de Leo Jaime cantando “oh, oh, nada mudou”...



Boanerges Cezário – blogger*






sexta-feira, 27 de março de 2020

NO TEMPO DE DEUS


Carlão Mafra*

O tempo é o idoso que não passa. Não passa, pois nunca deixa de existir. Por ser tão conhecido é esquecido, ignorado. Natural como sempre, muda de acordo com a atitude humana. A cada um em sua maneira de ser, nos proporciona caminhos diversos aos quais sentimos alegrias, tristezas, lágrimas de contentamento, de saudade, de dor, onde em constante mutação, vivemos de acordo com o conhecimento de cada povo, de cada nação.
É nos dado a vida, a família, os amigos. É nos dado a força, o dom, a sabedoria. Na verdade temos tudo de que precisamos para em harmonia, sermos felizes.
Não fora deste contexto, infelizmente, abrimos espaços para a inveja, o poder, a cobiça, o egoísmo, a maldade, o exibicionismo, o individualismo.
Não nos contentamos com o ¨simples¨. Viver sem ter vergonha do que somos.  Podemos melhorar? Ótimo. Que seja para utilizar essa energia fazendo o bem. O bem?  Hoje se questiona como fazer o “bem”. Quando acontece, quantos de nós achamos que temos complacência, compreensão, coerência? Qual o caminho, qual a escolha mais acertada?
Diz-se que, se você quer ser feliz, não case. Você pode ser um peregrino do bem, um monge, uma Madre Tereza, um Chico Xavier, com dedicação exclusiva, determinado, fazendo do seu tempo, o bem á todos. Ouvimos sempre, “o tempo muda”. Bobagem. Cabe a nós, mudarmo-nos no “tempo”.
O que sei é que, quanto mais sabemos, quase nada sabemos do que poderíamos saber. O conhecimento é ilimitado para o ser.
Na consciência do quanto mais aprendemos, no discernimento em nossos dias, consigamos assimilar alguma coisa a mais, no tempo, que o Tempo nos oferece.        

Cantor, compositor e cronista*

segunda-feira, 13 de janeiro de 2020

PIRANGI PRAIANO 2020 (Fui antes de ter ido)








Boanerges Cezário*

Vou ou fico?
Caso ou separo?
Compro ou vendo?
Pago a vista ou a prazo?
Perguntas como essas, algum de nós já fez em certo momento da vida.
A partir de tais perguntas, decidimos o nosso estilo de vida, estado civil e outras coisas com as consequências das decisões.
Optar por uma ou outra resposta é sempre um jogo, quase um par ou ímpar, que em segundos a vida pode mudar, a sua conta bancária pode afundar e por aí vai...
Quantos encontros e desencontros foram arranjados ou não acontecidos por um incidente de última hora?
No final das contas, sempre ficamos com a pergunta ruminando na mente “e se eu tivesse dito sim? se eu tivesse partido? Valeu a pena não ter feito o que hoje tenho a dúvida do não?
Pois bem, estamos sempre adiando sonhos, deixando para amanhã, para as próximas férias, ou quando aposentar.
Mas qual a certeza que temos da vida? Talvez a de que existimos, mas até que dia? Até que hora? Quanto tempo nos resta?
Há pouco tempo, o apresentador Gugu Liberato faleceu depois de um acidente doméstico.
Cheio de vida e de projetos a serem realizados, mas novo se foi.
Então, o ano começa de novo, a corrida mais charmosa do litoral aconteceu e você o que fez?
Não veio de novo, achou que não estava pronto, mas afirma que no próximo ano vai?
A vida é esse movimento.
Você vai ou fica?
Casa ou separa?
Corre ou fica parado?
A vida não é perfeita, mas não existe indecisão. Apenas decidimos. O não decidir não existe. Estamos sempre decidindo.
Se deixou de ir à Pirangi Praiano 2020, não foi falta de decisão, foi decisão para ficar, para não ir, para arranjar desculpa para o ano que vem correr.
Quem garante que nossas decisões estão sendo tomadas de forma consciente?
Independentemente da decisão, nada nos garante que fizemos o certo ou errado.
Na verdade o que existe é uma chance que temos de decidir para ir ou não partir, que segundo Amyr Klink a decisão de não partir é o maior naufrágio.
Para 2021, você vai ficar atracado e naufragar ? ou vai, simplesmente vai?


Corredor de rua*




domingo, 22 de dezembro de 2019

A COMPREENSÃO DA VIDA QUE SEGUE



Carlão Mafra*



São duas Diferentemente do gato que têm 7 vidas, temos duas. Uma que passamos e

vivemos indiscriminadamente, até descobrir a outra que pacientemente temos que aprender a

administrar, com muito cuidado, com atitudes bem pensadas administrando um

comportamento limpo, procurando mostrar um bom exemplo, ciente de que a cada dia que

vivemos, possamos agradecer pelo simples motivo de acordarmos de mais um dia da primeira

e um dia a menos da segunda. Com poucos meses aprendemos a falar, com muitos anos

aprendamos a silenciar, agindo acertadamente com a devida precaução de entender que, o sol

que nasce, sem resistência, se esconde todo dia, enquanto a noite toma conta da situação às

vezes nos brindando com a luz das estrelas, do seu luar. Quanta pressa, quanto desperdício,

quanta inconsequência, quanta inconsciência, quanto exagero. Hoje vivo o meu passado,

relembrando não o negativo. Baseado nos erros e acertos, sou levado a entender o que tenho,

o que sou e como estou. Utilizando a lição do viver com responsabilidade, decência,

humildade, procurando fazer a minha parte ao lado da honestidade, da simplicidade da

dignidade humana. Escutemos o coração pois os olhos, não vêem a essência do viver. 

Que a maturidade nos dê a opção na escolha de pessoas que nos acrescentem positivamente, nos
fazendo seres melhores. Sem querer desperdiçar tempo algum, tenho pressa de viver bem,

devagar pois meu tempo se encurta a cada dia vivido. Que seja então todos os que virão, bem

vindos, que sejam alegres construtivos, acompanhados de tudo e de todas as situações boas

em que possamos proporcionar, com a permissão do nosso Pai maior, nosso criador.





Cantor, compositor e escritor.*

segunda-feira, 2 de dezembro de 2019

MAQUIAGEM DA MENTIRA (ou o que você quer ver)




 Boanerges Cezário*


O mundo se debruça em diversos dilemas minuto a minuto.
Verdades que parecem mentiras, que parecem verdades. Mentiras que parecem verdades, que parecem mentiras.
Por que escrevo isso? Se leu até aqui, continue. Se não continuar a leitura, problema seu, mas veja a prosa que quero prosear.
Em média, três vezes por semana, levanto às 5h da manhã para correr.
O aplicativo que uso para medir pace, tempo e outras conquistas tem a opção na configuração para otimizar o uso da bateria, economizando energia.
Sem querer, mexi na referida configuração e devo ter esquecido de salvar o que era para estar salvo  e a consequência foi desastrosa.

(Para ler na íntegra, consulte o livro ILAÇÕES CORRIDAS)

Criei o meu também. Chama-se strava rsrsrs

Corredor de rua*