quarta-feira, 15 de julho de 2026

ONDE SUA MÃE NÃO LHE APOIA

 Boanerges Cezário*



Certa vez um apedeuta desse meio do mundo desafiouBidu, filósofo do agreste potiguar,  com o seguinte próvérbio, que segundo ele era de origem chinesa: 

 

“O homem que ama muitas mulheres não ama nenhuma; quem ama uma mulher ama todas.” Uma reflexão sobre compromisso 

 

Bidu , que estava sentado, sentado ficou e começou a falar, mas antes acendeu um charuto cubano, que havia ganhado de um compadre que havia viajado à Ilha de Fidel  

Começou falando que hoje ele só ama uma mulher, mas conheceu muitas  

E concorda que uma é o resumo de todas 

Segundo Zé, a receita  não vale para todos, pois cada um opta por um regime.  

  

Ele decidiu pelo semiaberto, pois segundo Zé Bidu, casamento é igual a regime prisional. Bom, mas isso não é discussão jurídica, vamos voltar a realidade. 

Zé continuou falando que para o homem que  trabalha fora de casa, às 18h tem que estar  em casa com o saco de pão  francês quentinho e nem ouse chegar com o pão frio, se não  a coisa esquenta...pois essa é a receita para quem está trabalhando.  

  

Já para quem está aposentado, basta ficar a...mando 

  

A mando dos netos 

A mando dos filhos  

A mando da companheira 

Ou seja, tudo que mandarem o cabra fazer, ele tem que fazer, tendeu? 

  

Tem situações piores, como a de um ex-colega que está aposentado, que até lavar, passar e cozinhar ele assumiu, mas aí foi um acordo pelo Regime Fechado... 

Esse é muito complexo, comento não... 

Moral da Estória: Casamento e regime prisional tem tudo a ver, diferença é que no casamento nem sua mãe lhe apoia...ou não? 



Cronista*

quinta-feira, 9 de julho de 2026

COPA OU COZINHA?


Boanerges Cezário*

Digo que o Brasil tem chance de evoluir sempre para ser o maior país do mundo em termos de progresso econômico. 

Independentemente de lado político,  pois quando o povo quer e gosta de  alguma coisa, tudo se transforma e se realiza em projetos grandes com resultados. 

A gente tem terras raras, café,  soja, milho,  pecuária,  petróleo,  biodiversidade e...ah, entre varios temos a paixao nacional,  o futebol.


Acabamos de perder a chance de conseguir o hexa, mas ja estamos falando em 2030, se Anceloti continua, se Neymar vai ficar no grupo. 

Bruno Guimarães,  comovido, puxou o peso para os ombros, enfim, o brasileiro ê apaixonado e discute futebol.

Devo dizer que até  quem nao entende, opina e na unanimidade, pelo sim e pelo não,  talvez seja um dos poucos assuntos que os 215 milhões falam. 

E sobre Educação,  alguém  fala?

Esse é um dos itens que o brasileiro não costuma conversar, muito embora os índices  nao sejam muito bons. 

O nicho de escolas privadas capricha nas exigências,  algumas escolas públicas e universidades também,  fazendo com que a qualidade seja reconhecida aqui e até  fora do país, quando comparados de formas isoladas. 

Mas, enfim, o que quero expor aqui na verdade é sobre o amor que o Brasileiro tem mesmo para o futebol.

Reconhecidamente um seleiro de estrelas, mas perdemos mais uma vez a chance de chegar ao hexa.

Isso faz parte, mas voltando ao assunto chave para o Brasil, já pensou se o Brasileiro amasse a educação  como ama o futebol?

Eua e China,  por exemplo, tem seleções medíocres,  mas o progresso  desses países é indiscutível.

O que torna esses 2 países tão fortes , parecidos em riquezas e porte com o Brasil, mas um deles, o nosso, não caminha com foco a um desenvolvimento com bases sólidas?

Há diversos motivos, mas o maior deles , acredito que seja a falta de paixão e obsessão pela educação .

Se o brasileiro tivesse o mesmo amor pela educação como o que ele tem pelo futebol,  a gente estaria num patamar bem mais alto no ranking de desenvolvimento. 

Noruega, Inglaterra, Japao, França, Espanha, por exemplo, esses podem ser apaixonados de verdade pelo futebol, pois já cumpriram as bases da economia, onde o povo já pode luxar e, sim, futebol é luxo.

Enquanto o brasileiro pensa em futebol e não tem obsessão  sobre educação,  a seleção estará  sempre buscando o hexa e a população  carente do básico da educação,  que é saber ler de verdade e fazer contas básicas. 


Moral da estória: com esse futebol de COPA, a seleção  deveria voltar pra COZINHA e aprender a receita básica  de como jogar com força e vontade, assim como jogam Noruega, Marrocos, França,  Alemanha, Inglaterra, Argentina e CABO VERDE...ou não!?


Cronista

quinta-feira, 7 de maio de 2026

MÃE, MAIOR PALAVRA DA LÍNGUA PORTUGUESA

 


Boanerges Cezário*

 

 

 

                Os tempos mudaram muito. Brincadeiras de infância na rua, no colégio, que hoje certamente são desconhecidas pelas crianças que vão às escolas, pouca gente se lembra, afinal de contas o relógio do tempo e a ampulheta do seu passar não param.

                Mas me veio uma lembrança das aulas de português onde ganhava um ponto na nota quem pronunciasse corretamente a maior palavra registrada em dicionários da língua portuguesa na época.

                A palavra era INCONSTITUCIONALISSIMAMENTE, que tinha 27 letras.

                Mas depois surgiu mais uma, ANTICONSTITUCIONALISSIMAMENTE, que tinha 29 letras.

                Mal sabia eu que um dia iria trabalhar num local onde se defendia a base daquelas palavras. Fui trabalhar no Poder Judiciário, onde a CONSTITUIÇÃO é defendida diariamente para que o cidadão exerça seus direitos e cumpra seus deveres.

                Sei que,  enfim, um dia surgiu uma palavra maior que as que falei acima, criada pela ciência médica.

Essa palavra era

PNEUMOULTRAMICROSCOPICOSSILICOVULCANOCONIÓTICO.

Claro que contei a quantidade das letras formadoras, que somam 46, dezenove a mais que as que falei no início do texto, que eram as maiores no meu tempo...

A gigantesca palavra, segundo fontes gabaritadas,  refere-se a alguém ou algo que foi afetado por uma doença pulmonar causada pela inspiração de cinzas vulcânicas muito finas (pneumoconiose).

                Juntinho com ela na quantidade de letras, anda a

PARACLOROBENZILPIRROLIDINONILMETILBENZIMIDAZOL

 

Essa, tem 43 letras, e é  um princípio ativo de alguns medicamentos.

Enfim, certa vez eu estava conversando com Zé Bidu, um filósofo pouco conhecido no mundo acadêmico, mas que tem sempre uma boa conversa com grandes tiradas, que resumem tudo em pequenas frases e perguntas, deixando o ouvinte abismado com tamanha objetividade.

Perguntei a ele por que será que a palavra MÃE é tão pequena e as de Medicina  e das Ciências Jurídicas são tão grandes?

Ele olhou pro firmamento, ficou por alguns minutos calado e assim respondeu:

 

_ Olhe, seu moço, quando a gente tá doente na infância e até na fase adulta, mal a gente fala , mas chamar pela MÃE é mais fácil e ela aparece num instante para cuidar da gente...

Mas aí perguntei:

_ Mas Zé, a palavra PAI também é fácil de falar...

Ele retrucou:

_ Certo, mas quando você chama pelo seu PAI, ele rapidamente responde CHAME SUA MÃE...inclusive ele, o PAI, também recorre ao mesmo chamado quando enfermo está...

E continuou:

_ A Medicina criou palavras grandes para resolver o prolongamento da vida, o Direito criou grandes palavras para resguardar direitos, todas com mais de vinte letras...mas quem resolve mesmo problemas em horas difíceis é uma palavra com apenas três letras...

Moral da Estória: MÃE, TRÊS LETRAS QUE VALEM MILHÕES!

 

 

Cronista*

 

 

sexta-feira, 20 de março de 2026

SOBRE CORNOS E PORTEIRAS ABERTAS

 

Boanerges Cezário*

 

O tempo passou como tem de passar e sei que um dia desses me aposentei.

A princípio, os choques.

Amizades tipo folha somem, algumas poucas de verdade ficam.

Mas la nave va e eu terminei voltando a cuidar do sítio dos meus pais, numa tentativa de ficar mais perto da natureza, fugindo um pouco da poluição, barulho de carros, de gente mal  educada e otras cositas más

Num sítio, ao lado do que cuido, mora um filósofo conhecido na região do agreste potiguar, chamado Zé Bidu.

Ele é muito experiente e daqui para frente será meu vizinho até que a última chamada aconteça.

Sempre pergunto coisas a ele e há pouco tempo perguntei como ele enfrentava a tormentosa luta de porteiras abertas, pois o pessoal utiliza a permissão de passagem, mas não colabora, deixando-as abertas .

Hoje pela manhã, ele chegou no alpendre e me disse

 Assim:

_ compadre, acho que achei uma solução para que o pessoal abra e feche as porteiras

Fiquei curioso e perguntei:

- Pois me diga essa novidade, quero importar ela para cá, pois está ficando insuportável, até porque o gado solto  pegando porteira aberta vai longe...

Ele falou assim:

_ tudo que você precisa fazer é uma placa para quem passar ler e lembrar de fechar quando abrir a porteira...

 

Então falei: _ Zé, já tenho uma placa dessa, onde escrevi MANTENHA A PORTEIRA FECHADA!

Ele disse: _ eis o problema, o aviso está errado e assim eles nunca irão respeitar,   pois os que sabem ler são mal educados.

Curioso como sempre, perguntei: _ como seria o aviso ideal da placa para a porteira?

Ele pegou o boné, acendeu o velho cigarro de palha e ditou o aviso:

 

SE VOCÊ É CORNO, DEIXE A PORTEIRA ABERTA

 

Indaguei ainda dele perguntando se havia muito corno na região, ele respondeu assim:

 

_ disso não sei, mas quem for não deixará a porteira aberta para ninguém desconfiar, já quem não for, também vai fechar para não correr perigo da praga do aviso pegar.

E assim, o octogenário filósofo saiu devagar e rindo muito...

 

Moral da Estória: a regra é clara, Arnaldo, se encontrar porteira aberta, deixe aberta, se encontrar fechada, deixe fechada.


Cronista*

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2026

SOBRE CHIFRES, CORNAGEM E CELULARES ( OU A CULPA É DA PRIVATIZAÇÃO DA TELEBRAS)

 

 


 Boanerges Cezário*

A tecnologia é um dos fenômenos que crescem diretamente proporcional ao desenvolvimento do homem ou da burrice também, dependendo do ponto de vista que se observa a coisa.

Mas hoje vou puxar pela memória, era o ano de 1978 e eu residia no Tirol, morava num quarteirão perto ali da vila militar.

Era um tempo engraçado, a economia tinha muita coisa estatal e a telefonia era uma delas.

Meu pai era um cara muito visionário e antes de comprar um carro, comprou um telefone, caríssimo e raro na época. Telefone era um negócio que a gente costumava ver nas novelas ou na casa dos “ricos”.

Lembro que no quarteirão todo mundo possuía carro, mas não tinha telefone e a gente tinha telefone, mas não tinha carro ou um ou outro...

Acontece que todo mundo pedia um favorzinho para ligar, às vezes tinha até fila no jardim para fazer uma chamadinha...

Às vezes também a gente recebia recados pra chamar alguém, deixar mensagem, era um furdunço e tudo isso grátis, a conta inclusive vinha alta com os famosos pulsos em excesso, mas ninguém ajudava a pagar...

Certa vez, uma “cliente” nova apareceu, já apresentada por outra, para fazer uma ligação para “um amigo”. Antes dela chegar, a própria amiga que a apresentara avisou que não facilitasse a ligação, pois “se o marido dela descobrisse ia dar confusão”.

Minha mãe, diante da tenebrosa conversa, resolveu indeferir o pedido da nova vizinha que pedia uma ligação. Mamãe, muito esperta, disse que o telefone estava com defeito...

Depois de  algum tempo, minha mãe perguntou à amiga da referida moça que apareceu para ligar sobre  qual o motivo dela pedir para telefonar lá na nossa casa, tendo em vista que na casa dela tinha telefone, ou seja, de 96 casas do quarteirão só duas casas possuíam telefone, a nossa e a casa dessa referida jovem, que apareceu para ligar, para um amigo, do telefone lá de casa.

A vizinha riu e disse:

_ é que o marido dela descobriu que ela ligava para o amante e colocou um cadeado no telefone para ela não discar mais, ou seja, o telefone tinha um discador que com o cadeado ninguém conseguia ligar...

 

Então minha mãe e a vizinha denunciante da  bronca caíram na gargalhada e ali se evitou, talvez,  um grande problema tipo um feminicídio ou um divórcio...

Hoje fico pensando que com as redes sociais, celulares sem cadeados e cada um com seu aparelho celular como fica essa vigilância, hein?

 

Moral da Estória: a culpa do aumento da cornagem  e chifragem em geral foi por causa da privatização da Telebras, pois com telefones antigos bastava um cadeado para resolver o problema...ou não?!



Humorista*

terça-feira, 10 de fevereiro de 2026

SE AURORA FOSSE SINCERA (ou a indignação e revolta das IAIÁs)


Boanerges Cezário*


Fazia tempo que eu tentava escrever um texto baseado em histórias acontecidas numa cozinha humana, influenciada por uma IA.

Por acaso virtual, um amigo meu anda ensaiando receitas para as refeições da casa dele “dialogando” com uma inteligência artificial.

Achei legal, pois até a voz da referida IA é feminina e ela se chama AURORA.

Um dia desses, espero  saber como é que ele se sente numa cozinha, ambiente que no passado era exclusivo para mulheres ou afins, mas que hoje, em face da mutação cultural e dos arranjos sociais terminou que  se transformou numa SEARA para todos e não só para AURORAS.

Esse amigo, que tem múltiplas funções , dentre as quais jornalista,  músico, cantor, escritor, compositor, arranjador, empreendedor do mundo virtual,   entre outras expertises, agora enveredou por mais essa aventura, a gastrologia...

Atesto que ele é bastante ocupado, apesar de ter se aposentado há pouco tempo de uma missão que começou há alguns anos.

Sei que será muito difícil colher as narrativas e curiosidades do HOMEM da cozinha ao vivo, tendo em vista que ele reside a mais de 3000 mil quilômetros de onde escrevo esse texto, mas ao mesmo tempo, devido à net e suas redes quase sociais, consigo ver suas artes, e devo acrescentar que desde o colégio ele era uma cara, digamos, ARTEIRO.

Enfim, as redes quase sociais tem disso, coisas de longe ficam parecidas que estão perto e coisas de perto muitas vezes parecem longe, apesar de estar na sua frente ou ao lado...

A dúvida que um dia quero saber dele é  se a presença da AURORA VIRTUAL na cozinha é melhor do que a não presença de uma AURORA REAL dividindo as tarefas, auxiliando ou até mesmo fazendo tudo sozinha.

Contei essa curiosidade ao contador de história  Zé Bidu, que mora no sertão, que é amigo de Zé Bodó, outro contador de história da mesma região para quem lancei uma dúvida diante do espelho trincado da Filosofia: as AURORAS VIRTUAIS seriam o OCASO das AURORAS REAIS? Ou teremos uma revolução das REAIS indignadas por terem sido substituídas? Ou precisaremos chegar ao niilismo alimentar pelo avanço da COZINHA DE UMA PESSOA ,  em alguns casos SEM NINGUÉM, para entendermos que SE FOI PRA DESFAZER POR QUE É QUE FEZ como dizia Vinicius de Morais no COTIDIANO n° 2?

Moral da Estória: ainda bem que tem I FOOD, se não ...FUDEU...ou não?!

Humorista*


terça-feira, 3 de fevereiro de 2026

O HOMEM SIMULTÂNEO


Boanerges Cezário

Fazia tempo que eu tentava escrever um livro baseado em histórias acontecidas numa cafeteria, que eu costumo frequentar.

O gestor daquele empreendimento tem múltiplas funções . Gastrólogo, chef, músico, cantor, gestor, atleta, expert em condicionadores de ar,  entre outras funções.

Mas com tantas funções , prometeu ir passando os causos por áudio, já que não arranjava tempo para escrever.

Um dia, encontrei ele numa corrida de rua, prometeu que contaria em breve .

Por diversas vezes, fui à cafeteria e ele prometeu contar.tambem...

Mas realmente, atesto que ele é bastante ocupado.

Enfim, como será muito difícil colher as narrativas e curiosidades do homem da cafeteria, resolvi escrever um livro de outra maneira e a receita já achei...

Vou acompanhar ele diariamente e ver o que faz. Como ele é dinâmico de mais, basta ficar por perto que dá pra escrever um grande volume de histórias...



Moral da história: se a história não vem até você, saia a procura que você acha algumas trocentas...



Escritor*

quinta-feira, 29 de janeiro de 2026

COMPONDO O DESTINO (ou de como amoleceu o valente Sebastião)


Boanerges Cezário*

Dia desses, batendo  papo num daqueles grupos que faço parte, via whatsapp, um velho amigo, noticiava  


"Agora mesmo estou no cardiologista para saber se ainda tenho coração.  Rsrsrsrs......"


Continuou a conversa falando 

"Tô desconfiando que o meu coração se mudou ou ficou muito mole. Rsrsrsrs....."


Por fim, informou o velho amigo que conseguiu uma

  "Declaração de apto para atividades físicas."


Como um goleador cabeceia se  alguém cruzar, falo e digo o que penso, quando alguém instiga, mesmo que às vezes o amigo interlocutor não curta ou não goste...

E assim, argumentei para ele, pois  assim argumentei: 


O amigo de sangue bruto e pistolagem  está na casa dos 60+, realmente vai abrandar o coração. 


O tempo passa e tudo vai , usando suas palavras e termos, amolecendo. 


Na verdade, a maturidade faz-nos parecer mais moles. Mas nao é isso. Com o tempo,  aprendemos mais a ouvir, entender que não  somos  mais donos da verdade e que tudo passa a ser absolutamente  relativo ou relativamente absoluto. 


Vejam, por exemplo, na política tem o senado com pessoas mais maduras para conter os arroubos  dos energizados deputados; no judiciário tem os tribunais, onde os mais antigos refletem sobre decisões dos magistrados mais novos. Quase parecido com os conflitos  de boomers contra geração Z.


Mas, enfim, o tempo chega para clarear ideias e quem ainda tem muito tempo usa o tempo para aprender, se quiser, para um dia amadurecer. 


Moral da estória: consulte  regularmente seu cardiologista e se com o tempo não amolecer, consulte um psiquiatra porque se não,  não correrá a São Silvestre...ou nao!?


Cronista*


sábado, 3 de janeiro de 2026

O ABUSO DE NÃO AUTORIDADES


Boanerges Cezário*

Uma coisa é certa, o mundo atual é cheio de NÃO AUTORIDADES que abusam do sossego dos outros...

Era um sábado como qualquer outro, que logo após fazer a feira, muita gente almoça para depois descansar um pouco. O famoso cochilo aqui no Brasil ou siesta para os espanhois.

Eis que naquele sábado , fui sorteado por um senhor, certamente apaixonado, que resolveu parar na lanchonete em frente à minha casa e ouvir músicas de forma espalhafatosa, maior som na maior altura.

Então, cochilo cancelado. 

Tentei ainda assistir ao jornal...impossível, não se ouvia mais nada dentro de casa.

Pensei o que deveria fazer...


Chamar polícia? Não

Falar com  a NÃO AUTORIDADE? Nada, ele estava bebendo, poderia reagir

Falar com o dono da lanchonete? Nem pensar, pois no máximo enredaria à NÃO AUTORIDADE, que eu estava reclamando...


Notei que eu estava diante de uma NÃO AUTORIDADE, e como tem hoje em dia...

Arrisco até que os abusos de NÃO AUTORIDADES são mais frequentes que os de autoridades, pois essas de tão vigiadas estão se adequando e até há controles diversos sobre elas. Enfim, as autoridades estão sob controle, mas as NÃO AUTORIDADES estão boiando, sobrando e ai daquele que for apenas pedir para conter os abusos.

Possível até que a sociedade dos clicks, ou do espetáculo como fala Guy Debord, fique do lado das NÃO AUTORIDADES


Moral da história: já dizia Nelson Rodrigues "os idiotas um dia dominarão o mundo, não porque são melhores, mas porque são muitos"...ou não!?


Cronista*

terça-feira, 30 de dezembro de 2025

FELIZ ANO NOVO (OU PARE DE MANDAR MENSAGEM PARA MIM)


Boanerges Cezário*

 

“Meu (minha) Caro(a) amigo(a) me perdoe, por favor”...

Por que você me mandou mensagem de feliz Natal e ano novo?

Passou o ano enchendo meu saco, mas ...

Por que você me mandou mensagem de Feliz Natal e ano novo?

Passou o ano mandando propaganda do seu candidato a presidente, que pode ser o melhor,

 mas sabe que não voto nele e nunca pedi pra você votar no meu, mas ...

Por que você me mandou mensagem de Feliz Natal e ano novo?

Sabe que não tenho religião, mas manda coisas da sua pra mim, no privado, textos, frases etc, mas...

Por que você me mandou mensagem de Feliz Natal e ano novo?

Envia bom dia, boa tarde, boa noite, sem nem me conhecer direito, mas...

Por que você me mandou mensagem de Feliz Natal e ano novo?

Sei que não gosta de mim, pois me acha chato, mas ...

Por que você me mandou mensagem de Feliz Natal e ano novo?

Sabe que converso muito, mas responde whatsapp com um sim ou não, sinal de que não gosta de conversas, mas...se não gosta de conversas...

Por que você me mandou mensagem de Feliz Natal e ano novo?

Então, vamos combinar, não envie mais mensagem, alías reflita antes de enviar qualquer mensagem pra mim, converso muito, mas com quem não é de conversa e está inserto num dos itens acima, melhor nem dirigir mais mensagem pra mim...

Mas claro se voltar a ser gente, quiser me fazer uma visita, me convidar pra ir na sua casa, parar de digitar conversa ou conversar por digitação, evite, crie um avatar e converse com ele, pois é dele, que é você, que você gosta mais. Ah! e não atrapalhe o tempo dos outros que você nunca mais quis ver por algum motivo importante ou não para você.

Se era importante pra você parar de falar, evite falar 100%, se não era importante, melhor ainda, cá entre nós, se não somos importante um para o outro, então...


Então, enfim,  por que você me mandou mensagem de Feliz Natal e ano novo?

Moral da história: evite mandar mensagem para quem não está na sua alça de simpatia ou não lhe agrada, essa é a melhor forma de não chatear quem lhe chateia, nem esperar resposta de quem você não esperava nem lembrar...ou não?! 


Apedeuta e cronista*

 

 


 

 

sexta-feira, 12 de dezembro de 2025

SOBRE BORBOLETAS, PAISAGENS E PESSOAS

 

 Jeanne Leocádio e Boanerges Cezário

Uma manhã eu vi uma borboleta pequena no chão do caramanchão, que tem no meu jardim. Ela não conseguia voar. Pensei que estava morrendo e deixei num jarro próximo, pensando em recolhê-la, após ela morrer, para dar a minha filha, que está fazendo um quadro com flores secas. Pensei: a borboletinha vai ficar bonita no quadro!

Voltei horas depois e nada de borboletinha.

O caramanchão fica abaixo da janela do meu quarto. Ao lado dele, plantei um pé de maracujá. Como não deu maracujá, eu ia podar os ramos que estão indo em direção aos galhos dos hibiscos que estão plantados do lado oposto.

Ao podar um ramo, percebi um casulo grudado numa folha. Não podei mais!

Aquela borboleta foi a primeira de várias.

Já faz alguns dias que a primeira coisa que faço ao acordar é abrir a janela e contemplar várias borboletas voando no jardim.

Isso não tem preço e para mim é presente de Deus.

Eu digo meu pé de maracujá não dá maracujá, mas dá borboletas.

 

Moral da História: para evitar preconceitos, paisagem e pessoas devem ser observadas com calma, antes de serem podadas perdendo sua essência...ou não!?



Autores*

segunda-feira, 1 de dezembro de 2025

FLÁVIO ANDRADE: UM MACGYVER FEDERAL NO SERIDÓ

 Boanerges Cezário*


Lá pelos anos 80, eu era fã de Macgyver, aliás muita gente não perdia um episódio daquele discreto super herói, que sempre dava um jeito para resolver as coisas com os recursos disponíveis naquele momento. 

Assim, ele mesmo sem ter as ferramentas adequadas, encontrava uma maneira inteligente para solucionar o desafio que aparecesse na sua frente. 

Até hoje, muita gente lembra das artimanhas do personagem, até quem não assistiu já ouviu falar.

Pelas  bandas de 2005, conheci um sujeito assim... 

Fui indicado para auxiliar na implantação de uma Vara da Justiça Federal no interior do Rio Grande do Norte, mais precisamente em Caicó.

No início, como é natural, o orçamento estava se adequando para  execução da referida instalação do órgão e já se vislumbrava também a construção de uma sede o mais rápido possível, pois o prédio que utilizávamos pertencia ao estado do RN e  já tinha um bom tempo de construído.

Enfim, tudo a fazer e recursos ainda escassos..

Eis que apareceu um funcionário inteligente que sempre que o chamava ele procurava uma saída e chegava rapidamente com um sugestão para tratar o caso problema que tínhamos pela frente.

Era um servidor que além de sugerir ideias, já trazia uma solução quase pronta para tomada de decisões e conclusão do caso.

Outra característica interessante nele era que, mesmo não sendo da sua alçada, nem obrigação, ele não se negava a atender o pedido da gente. Só pedia um tempo para resolver. Costumava pedir um prazo e sempre aparecia com a solução em menos tempo...

Proatividade era a marca dele.

Tempo passou, tomamos destinos diferentes , mas nas redes sociais sempre  mantivemos contato.

Um dia, depois de inúmeras evoluções no currículo, vi sua formatura em Direito.

Em face do tempo, saltei do trem laboral, eis que chegava minha hora de aposentadoria e ele, mais novo, continuou suas atividades profissionais.

Mas, enfim, pelas características magaiveanas dele, acredito que o currículo só tende a crescer e mais outras aventuras profissionais ele enfrentará.

Moral da História: se ele ainda trabalhasse comigo, eu o desafiaria para uma outra função, onde ele pudesse compartilhar seus conhecimentos  de forma mais gerencial/direcional que operacional...



Escritor*

GIGIO, O TOP OU O TOP GIGIO?


Boanerges Cezário*


Na minha infância havia um desenho animado, de produção  italiana, que se chamava Topo Gigio.

Muitos anos depois, na vida profissional,  conheci um colega no trabalho que a gente chamava carinhosamente de Gigio, diminutivo de Giovanni...

Com o desenho nao tinha nenhuma comparação,  mas o apelido Gigio, sim. 

O primeiro nome de Gigio, o ratinho  italiano, era Topo...e aí começa a ligação com aquele colega eficiente, o Gigio. Ele era Giovanni, que chamávamos  de Gigio, nao era Topo, mas era Top profissionalmente,  daí   como o colega era desenrolado,  passei a chama-lo de Top Gigio...


Mas o nome top gigio nao veio de graça. 

Conheço o Top Gigio há  um bom tempo.

Nao há problema que ele nao resolva. Capaz de solucionar todo tipo de desafios, o provoquei para diversas tarefas e constatei que ele tem expertise para mais de duzentas profissões.

Claro que nao vou cita-las  aqui porque se não seria um texto longo para mais de quinhentas páginas. 

Mas vou elencar algumas comprovadas:


Delegado, músico, chaveiro, diretor, motorista de veículos pesados, operador de máquinas industriais, cantor, advogado, gestor de parque industrial,  diretor de fabrica têxtil,  enfim se eu continuar o texto vai render, como  ja disse, mais de uma resma ...


Enfim , esse é o Gigio que conheci numa aventura profissional pelo sertão do seridó  há um bom  tempo. 

Ele é o cara,  ele é o Gigio, ele é top, é o TOP GIGIO...



Escritor*

sexta-feira, 7 de novembro de 2025

O BREGA SEMPRE FOI CHIQUE (o contrário também)


Boanerges Cezário*

Certa vez, há dez mil anos atrás,  estava na minha casa numa dessas dominicais reuniões, onde rolava violão, churrasco e papos culturais.

Numa dessas assuntagens, começamos  a falar sobre o dialético  debate brega x chique.

Eis que terminamos falando sobre as músicas do compositor e cantor  Fernando Mendes.

Todas as gerações,  talvez até a Z, curtiram as belas canções de Fernando.

No entanto,  alguns  intelectuais  ressentidos queriam sempre classificar como brega compositores tipo FM.

Na época eu até tocava violão, e nesse dito churrasco, terminei por cantar "voce nao me ensinou a te esquecer" e ainda profetizei  que um dia alguém cult iria fazer as músicas de Fernando serem consideradas chiques...

Tempo passou, muito mesmo, o cinema bombou nas telas LISBELA E O PRISIONEIRO...que aconteceu então?

Todos devem se lembrar que Caetano  cantou  a referida música para o referido filme...aí  o sucesso explodiu, dessa vez para o lado "chique", pois já explodira nos anos 70 no lado "brega" na voz de Fernando Mendes..

Caetano sempre teve essa marca, uma verdadeira mão  de fada (ou mão  de mago) para folhear de ouro onde ele põe  a mão...

Enfim, foi bom para todos ver um sucesso daquele ser cantado pelo Brasil "chique e brega", ficando provado que tais conceitos dependem apenas do ponto de vista determinado pela vista de um ponto...ou nao!?


Autor*